Steven Spielberg voltou a defender sua paixão pela experiência tradicional do cinema e revelou que não pretende dirigir produções pensadas exclusivamente para plataformas de streaming. Durante uma entrevista recente à ITV News, o cineasta explicou por que acredita que filmes precisam ser vistos em grandes telas e diante de uma plateia.

    Sou um cineasta que acredita em grandes experiências cinematográficas, em 70mm, em salas de cinema lotadas.

    Destacou ele.

    Confira o trecho na íntegra:

    Segundo o diretor, a reação compartilhada do público é parte essencial do espetáculo. Spielberg explicou que risadas, sustos e emoções vividas ao lado de desconhecidos fazem parte da magia da experiência cinematográfica.

    Ao comentar sobre plataformas digitais, ele deixou claro que não vê sentido em desenvolver projetos que seriam consumidos apenas em televisões ou celulares. O cineasta chegou a dizer que só cogitaria produzir algo para serviços como a Netflix caso o conteúdo também fosse distribuído em formatos físicos.

    A opinião de Spielberg não é recente. Em anos anteriores, ele já havia demonstrado resistência ao modelo adotado por algumas plataformas de streaming. Em 2018, por exemplo, o diretor chegou a afirmar que produções lançadas prioritariamente em plataformas digitais deveriam disputar o Emmy, e não o Oscar.

    Enquanto reforça sua defesa das salas de cinema, Spielberg se prepara para lançar Dia D, seu novo projeto de ficção científica. O longa marca seu retorno ao gênero envolvendo extraterrestres, tema que marcou diferentes momentos de sua carreira.

    Steven Spielberg já foi recusado em franquia de sucesso

    Recentemente, o cineasta contou em um podcast que tentou dirigir um filme da franquia James Bond em mais de uma ocasião, mas teve seus pedidos recusados pelo produtor Albert R. “Cubby” Broccoli.

    Segundo Spielberg, a primeira tentativa aconteceu logo após o enorme sucesso de Tubarão (1975). Fã declarado do agente secreto desde a infância, ele decidiu procurar diretamente o produtor da franquia para se oferecer como diretor.

    Anos depois, Spielberg voltou a tentar uma aproximação. Na época, Contatos Imediatos do Terceiro Grau havia se tornado um fenômeno e a produção de Moonraker – 007 Contra o Foguete da Morte queria utilizar a famosa sequência musical de cinco notas criada para o longa de ficção científica.

    A procura pelo próximo James Bond avançou nos bastidores da Amazon MGM Studios. Segundo a Variety, o estúdio iniciou os testes para definir o sucessor de Daniel Craig e contratou Nina Gold, diretora de elenco de Game of Thrones, para comandar a seleção.

    A escolha marca uma etapa importante para o futuro de uma das sagas mais longevas do cinema. O novo intérprete será o primeiro protagonista definido desde que a Amazon MGM assumiu o controle criativo da marca, antes comandada pela família Broccoli.

    Até o momento, o novo filme do agente britânico não tem previsão de estreia.


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    Jornalista carioca formado pela Estácio. Possui experiência com redação jornalística, assessoria de imprensa, cobertura de eventos, revisão de texto e social media. É redador do Spun Orgânico desde junho de 2024 e escreve sobre entretenimento, famosos e moda. Contato: [email protected]

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