Para celebrar o relançamento de dois clássicos do cinema brasileiro, a Sessão Vitrine Petrobras promove um evento especial com concurso de sósias da personagem Silene Seagal, interpretada por Camila Pitanga em Saneamento Básico, O Filme.
A comédia dirigida por Jorge Furtado, estrelada por Fernanda Torres, Wagner Moura, Lázaro Ramos e Bruno Garcia e Camila Pitanga, volta aos cinemas no dia 29 de maio, junto com o curta-metragem Ilha das Flores.
Antes das sessões oficiais, no dia 27 de maio (terça-feira), o público poderá participar de uma noite especial no Reag Belas Artes, em São Paulo (Rua da Consolação, 2423 – Consolação). O evento começa às 19h30, com a exibição dos filmes seguida do concurso de sósias da icônica Silene Seagal.
Uma oportunidade única para os fãs relembraram essas obras essenciais do cinema nacional e ainda se divertirem tentando imitar uma das personagens mais marcantes da comédia brasileira.
Dirigidas por Jorge Furtado e produzidas pela Casa de Cinema de Porto Alegre, as obras tiveram suas cópias digitais restauradas pela Sessão Vitrine Petrobras. A iniciativa busca preservar e valorizar o patrimônio audiovisual brasileiro, levando filmes importantes para o público no formato original: a tela do cinema.
Jorge Furtado, diretor e roteirista respeitado, é conhecido por sua criatividade, ironia e crítica social. Fundador da Casa de Cinema de Porto Alegre, ele mistura documentário, ficção e comédia com inteligência. Seu curta Ilha das Flores (1989), famoso por seu humor ácido e crítica às desigualdades, ganhou o Urso de Prata em Berlim e é referência mundial no cinema brasileiro.
“O Ilha das Flores surgiu da pergunta que eu me fiz de como conseguimos chegar a ser o país mais desigual do planeta. Como é possível que o Brasil, um país rico, uma natureza exuberante e que nos dá tudo, energia, terra, alimento, enfim, chegou a ser o país mais desigual do planeta, onde muitos têm pouco e poucos têm muito. E como chegamos a esse ponto?”, diz o diretor sobre a origem do curta-metragem.
Saneamento Básico, O Filme mostra o lado cômico e acessível de Jorge Furtado, sem perder a crítica social. A história acompanha moradores de uma vila no sul do Brasil que, sem recursos para construir uma fossa séptica, decidem fazer um filme para conseguir verba pública. A sátira expõe com humor as burocracias e problemas da administração pública brasileira.
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