
A atriz americana Selma Blair, 49 anos, que chocou o mundo ao revelar sua batalha com a esclerose múltipla há três anos, divide o motivo pelas quais decidiu documentar todo o processo de seu tratamento com a doença em um projeto entitulado Introducing, Selma Blair em entrevista com a Variety.
Selma é mais conhecida por seu grande destaque em produções cinematográficas do final dos anos 90/início dos 2000, como Segundas Intenções, Legalmente Loira e Hellboy. Recentemente, ela interpretou Kris Jenner em American Crime Story: O Povo Contra O. J. Simpson.
A atriz recebeu o diagnóstico da doença em 2018. A doença autoimune causa dores musculares-esqueletais fortes e contrações musculares que afetam sua fala. Apesar de tudo isso, Selma desde então decidiu compartilhar o dia-a-dia de sua condição em seu perfil do Instagram, e gravar um filme que documentaria todo seu trajeto e sua luta contra esta doença debilitante.
O projeto, dirigido pela estreante Rachel Fleit, retrata o processo e as consequências de um transplante de células-tronco que Blair iria fazer. O transplante foi feito no verão de 2019, procedimento que é considerado um dos mais radicais e agressivos para o tratamento de esclerose múltipla. Selma fala em postagem de suas redes sociais o quanto confia em Rachel para ajudar a apresentar sua situação.

Documentário foi sucesso de crítica
Quando estreou no Festival de Filmes SXSW em março deste ano, o documentário foi um tremendo sucesso, sendo soterrado de críticas extremamente positivas. O sucesso da produção já atraiu os olhos da plataforma de streaming Discovery Plus, com quem já fechou um acordo de exibição.
Selma conta que, com o diagnóstico de EM, ela de repente estava no meio de uma discussão cultura importantíssima, que envolve pessoas com deficiência e como é essencial que as pessoas entendam a relação entre dores crônicas e doenças. Este, afinal, seria o motivo principal pela qual este filme deveria existir, não era?
“Nós temos um longo tempo para estarmos mortos, e eu gastei muito desse tempo tentando me matar, ou me deixar dormente, ou disassociar – ou achar uma maneira de estar viva estando meio morta. E agora eu só quero ajudar outras pessoas a se sentirem melhor.”
Um spoiler feliz sobre o filme: felizmente, o transplante deu certo e Blair entrou em processo de remissão. Isso significa que as lesões que existiam em seu cérebro e coluna não existem mais.
O documentário Introducing: Selma Blair entra no serviço de streaming Discovery Plus no dia 15 de outubro. Ainda não existe disponibilidade dele para ser assistido no Brasil, por enquanto.
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