Saiba quem foi o responsável por fazer canal americano apostar na diversidade

Brice Johnston em SURVIVOR: CAGAYAN
Brice Johnston em SURVIVOR: CAGAYAN (Divulgação/ CBS)

O canal americano CBS anunciou há algumas semanas uma mudança em seus programas, alegando que todas as suas atrações não ficcionais contarão com elenco 50% composto de pessoas não brancas.

A emissora é responsável por exibir alguns dos realities mais assistidos dos Estados Unidos como Big Brother, Survivor, Love Island e The Amazing Race, e a imprensa americana está tratando de dar reconhecimento a alguns ex-participantes desses programas que lutaram e brigaram publicamente com o canal para que essa vitória pudesse alcançada.

Um deles é Brice Johnston, um homem negro e gay, que esteve na 28ª temporada de Surviror, e que mesmo tendo sido eliminado no oitavo episódio desta temporada, criou uma fundação chamada The Soul Survivor Organization, que armou uma petição online para pedir maior representatividade nesses programas tão assistidos.

Brice explica que ele, ao lado de vários outros ex-participantes negros do Survivor se reuniram para descobrir como poderiam criar mudanças nesse tipo de narrativa aps o assassinato de George Floy d no final de maio.

Além de sua petição online, a TSSO hospedou vários painéis online nos quais o ex-Survivors discutiram questões de representatividade. Brice também observa que ele e seus colegas “não estavam tentando chamar a atenção da CBS, mas sim chamá-los para analisar conscientemente o papel da diversidade no programa e identificar passos lógicos para avançar e melhorar”.

Ao saber sobre a decisão do canal, ele comemorou nas redes sociais. Mas os problemas com a intolerância ainda aconteceram recentemente. No mês passado, o ex-concorrente Rodney Lavoie Jr. foi acusado de fazer comentários anti-semitas, e não foi o único a usar suas plataformas digitais para carregar preconceitos, e estragar a imagem do programa.

Brice incentiva a CBS a selecionar os membros do elenco em potencial de forma mais completa antes de convidá-los para o programa. Ele também destaca que “muitos americanos realmente só interagem com a comunidade BIPOC por meio de suas telas de TV, por isso é importante retratar esses jogadores de uma forma honesta e positiva.”

Comunicólogo balzaquiano, paulistano, e com experiência vasta nesse mundo virtual. Adorador de séries, filmes, quadrinhos, e tudo o que envolve a cultura pop.


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