Protagonista de The Handmaid’s Tale critica o próprio trabalho: “ridículo”

Elisabeth Moss
Elisabeth Moss (Reprodução)

Embora adore estar diante das câmeras, Elisabeth Moss, protagonista de The Handmaid’s Tale acredita que atuar é um trabalho ridículo, no melhor dos sentidos. Em entrevista ao The Independent, ela disse que praticamente não considera a atividade como um trabalho.

“O meu trabalho é ótimo. Eu recebo esses roteiros e aí, tenho que fingir e imaginar. É um trabalho ridículo e ainda faço dinheiro e me sinto revigorada com ele. Nunca senti a minha profissão como um ambiente sombrio, mas sim de muita iluminação” disse a estrela de 38 anos que foi elogiada por sua atuação em O Homem Invisível, que estreou no início do ano. Ela disse que seu trabalho pode ser qualquer coisa, menos esgotante.

Aos 38 anos, ela contou que a pandemia de Covid-19, embora a tenha prendido em sua casa em Nova Iorque não foi algo que a deixou angustiada. “Eu sou um pouco solitária. Lockdown para mim foi como uma brisa, porque eu não tenho nenhum problema em ficar em casa por longos, longos períodos de tempo, e não tenho nenhum problema em não ver ninguém. E também me enterro no meu trabalho”, explicou ela.

Ao falar sobre The Handmaid’s Tale, ela disse que estava filmando a primeira temporada quando Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos, então a ideia de ver as mulheres tendo seus direitos retirados, assim como na série, não lhe pareceu um universo tão distante. E ela faz ainda uma ligação de June, sua protagonista na série, como Cecilia, sua personagem em O Homem Invisível, e o abuso feminino.

“O homem invisível pode ser seu ex-namorado, ex-amigo, ex-chefe, seja o que for que você sinta que está sendo assombrado por qualquer tipo de ciclo de abuso. Isso é o que queríamos que fosse. Esse sentimento de ‘eu preciso superar isso, eu preciso lutar contra essa presença que não vai embora, esse trauma que não vai embora.’ Essa era a história que estávamos tentando contar, enquanto cavalgávamos com um cavalo de Tróia nessa coisa de terror”, disparou.

Comunicólogo balzaquiano, paulistano, e com experiência vasta nesse mundo virtual. Adorador de séries, filmes, quadrinhos, e tudo o que envolve a cultura pop.


SIGA-NOS E VEJA MAIS


Veja mais ›