A franquia Predador acaba de ganhar um novo capítulo, desta vez em forma de um filme animado. Predador: Assassino de Assassinos está disponível no Disney+ e conta três histórias que acontecem na Terra em tempos diferentes, todas envolvendo um dos aterrorizantes caçadores Yautja.
O filme tem direção de Dan Trachtenberg, responsável por Predador: A Caçada. Inclusive, a animação traz algumas referências e participações especiais desse longa. A produção se destaca pela animação de alta qualidade, que lembra o estilo de Homem-Aranha no Aranhaverso e Arcane. É como uma pintura viva.
Por se tratar de uma animação dividida em três capítulos, como uma antologia, não há espaço para se apegar a nenhum personagem. No entanto, isso não impede o espectador de torcer por eles. Cada um tem sua história principal, e os Predadores servem mais como um complemento, ganhando maior destaque apenas na última parte do filme.

A primeira história é sobre a viking Ursa, que está em uma jornada para matar o homem que assassinou seu pai. A sequência inicial de batalha, em que Ursa e seus companheiros invadem a fortaleza do inimigo, é simplesmente incrível, toda feita em um plano-sequência.
A segunda história se passa no Japão feudal e mostra a rivalidade entre os irmãos Kenji e Kiyoshi. Sem nenhuma fala ao longo dos quase 20 minutos, os gestos e expressões transmitem muito sobre o que cada personagem sente e o que está por vir.
Já a terceira história acontece em um tempo mais recente e acompanha um jovem latino que sonha em ser piloto de guerra. É, provavelmente, o personagem que mais usou sorte e inteligência para derrotar o Yautja em uma batalha aérea, em contraste com os outros dois protagonistas, que dependeram mais de suas habilidades de combate.

Os Yautjas presentes na animação têm características próprias e estilos de luta únicos, o que dá mais personalidade a eles. A qualidade da animação não cai em nenhum momento das batalhas — os movimentos são fluídos, às vezes utilizando câmera lenta para destacar detalhes interessantes de golpes e armas.
A batalha final explora um pouco mais da cultura caçadora dos Yautja, mostrando, por exemplo, a coleção de “campeões” que já derrotaram um deles, uma grande arena de combate para definir quem é o maior assassino, entre outras demonstrações ritualísticas.
A única questão é: com eras de avanço tecnológico dedicadas à caça, a visão por calor ainda continua sendo o maior ponto fraco dos Yautja.
Predador: Assassino de Assassinos entrega exatamente o que se espera de uma animação adulta baseada nessa franquia: violência, batalhas épicas, muito sangue e a eterna pergunta — como um ser humano pode vencer um alienígena criado exclusivamente para matar?
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