Seria o começo do fim dos streamings no Brasil? Uma pesquisa realizada pela Adyen, empresa que auxilia o pagamento de serviços eletrônicos, indica que o público brasileiro tende a cancelar assinaturas de streaming no próximo ano.
O Adyen Index – Digital Report 2024 revelou que 39% dos entrevistados pretendem cancelar alguma assinatura nos próximos 12 meses. O estudo contou com a participação de 2 mil consumidores e 400 empresas digitais no Brasil.
No recorte geracional, 90% da geração Z utiliza serviços de assinatura, enquanto entre os respondentes nascidos entre 1928 e 1945, a adesão permanece alta, alcançando 75%. De forma geral, 22% dos entrevistados possuem pelo menos dois serviços simultaneamente, 20% assinam três e 19,5% possuem apenas um. As plataformas mais populares são as de séries e filmes, com 80% de adesão, seguidas pelas que oferecem benefícios de marketplace, com 60%.
Mas o que levaria o fim do streaming no Brasil?
Netflix, Prime Video, Max e Disney+ sem dúvida dominam o mercado brasileiro oferecendo um gama de conteúdos e produções de sucesso, mas de um tempo para cá, as empresas vem adotando medidas cada vez mais severas, tanto no compartilhamento de senha quanto no aumento de preços.
Não podemos negar que a chegada dos streamings quase que erradicou a pirataria no país, chegando afetar até as assinaturas de TV a Cabo. Porém, de uns anos pra cá, eles vêm se tornando um peso no bolso das classes mais baixas.
Além de ter que assinar mais de um para ter acesso a um conteúdo mais diverso, cada streaming sai pelo valor de R$ 39 á R$ 60 (se considerar os planos sem anúncios e com exibições em 1080p, ou seja, em Full HD). Pegando como base um usuário que possui três assinaturas, ele gasta em média R$ 100 mensalmente apenas com o serviço – e que na maioria das vezes não utiliza com frequência.
Se as empresas não se conscientizarem sobre os valores e as práticas dentro das plataformas, o seguimento pode acabar ruindo em solo brasileiro e contribuindo para práticas ilegais de pirataria na internet.
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