Durante um coletiva de imprensa no Festival de Cannes para The History of Sound, Paul Mescal comentou que o cinema está se afastando dos papéis tradicionais de machos alfa. No filme, ele vive um romance gay com Josh O’Connor, interpretando músicos que viajam em 1919 para gravar canções folclóricas.
De acordo com a Variety, Mescal explicou que o filme não tenta redefinir a masculinidade, mas foca na relação pessoal entre os personagens.
“Está sempre mudando. Acho que talvez no cinema estejamos nos afastando dos personagens masculinos tradicionais, alfa e protagonistas. Não acho que o filme esteja definindo ou tentando redefinir a masculinidade, acho que ele está sendo muito subjetivo em relação à conexão entre [os personagens] Lionel e David”.

Ainda na entrevista, Paul Mescal criticou as comparações entre The History of Sound e O Segredo de Brokeback Mountain, chamando-as de “preguiçosas e frustrantes”.
“Pessoalmente, não vejo paralelos com Brokeback Mountain, além do fato de que passamos um pouco de tempo em uma barraca”, disse ele, arrancando risos da sala.
“[Brokeback] é um filme lindo, mas trata da ideia de repressão… Acho essas comparações relativamente preguiçosas e frustrantes, mas, no geral, acredito que minha conexão com este filme vem do fato de que ele é uma celebração do amor entre esses homens, e não da repressão de sua sexualidade”.
The History of Sound tem direção de Oliver Hermanus e roteiro de Ben Shattuck. No elenco também estão Peter Mark Kendall, Chris Cooper, Molly Price, Raphael Sbarge, Hadley Robinson, entre outros. O filme estrei no dia 21 de maio em Cannes, mas ainda não previsão de estreia nos cinemas.
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