
A diretora Patty Jenkins aproveitou sua participação no podcast ETF With Marc Maron para voltar a tocar no assunto da interferência dos estúdios da Warner Bros no terceiro ato do seu primeiro filme da heroína Mulher-Maravilha, lançado no ano de 2017.
Segundo ela, sua intenção não era a de mostrar a protagonista Diana (Gal Gadot) enfrentando o vilão Ares (David Thewlis), entretanto, o estúdio exigiu que o filme tivesse uma grande batalha a se desenrolar no final.
“Foi a única que o estúdio me forçou a fazer. Era algo que não estava nos meus planos. A ideia original era… Ele nunca se tornaria Ares, de fato. O ponto principal do filme era esse, ter essa poderosa entidade, esse monstro, simplesmente parado ali, observando, e dizendo, ‘Não estou fazendo nada.’ E então o estúdio começou dizendo, ‘Ok, você pode fazer isso e vamos ver o que acontece.’ No último minuto, mudaram para, ‘Quer saber? Nós queremos que Ares apareça.’ E respondi, ‘Nós não precisamos fazer isso agora.’ E eles continuaram, ‘Sim. Você precisa fazer.’”
Ela continuou dizendo ainda mais:
“É algo que ainda me incomoda, porque em qualquer crítica que você lê, a pior parte do filme sempre é essa. O final pirotécnico. Era algo como: ‘A DC sempre faz isso.’ É o estúdio que pede esse tipo de coisa. Não é certo. Mas, precisamos aceitar.”
A diretora comentou ainda que teve mais liberdade em Mulher-Maravilha 1984, mas, justamente dessa vez, tanto a crítica quanto o público questionaram algumas das decisões dos desdobramentos da trama.
Entretanto, ela parece estar bastante satisfeita com o resultado final dessa última produção, já que também disse em outra entrevista o seguinte:
“Desta vez, eu posso dizer que o final era o que eu queria e o que eles queriam também. Temos efeitos visuais, uma grande batalha que foi bem executada e fiquei bem satisfeita com ela. Tem muita coisa acontecendo, mas realmente foi legal fazer de forma diferente”.
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