A Paramount Skydance quer acelerar o processo de aquisição da Warner Bros. Discovery e trabalha internamente para concluir o acordo até setembro deste ano. Segundo informações divulgadas pelo Status, a empresa liderada por David Ellison teria estabelecido 15 de julho como meta interna para finalizar a fusão.

    Há bandeiras vermelhas em toda parte para nós. Estamos analisando preços mais altos, salários mais baixos, menos empregos, menos qualidade, menos escolha e menos concorrência

    afirmou Rob Bonta, procurador-geral da Califórnia.

    Publicamente, a Paramount já declarou que o acordo, avaliado em cerca de US$ 110 bilhões (aproximadamente R$ 620 bilhões), deve ser concluído até o terceiro trimestre de 2026. Contudo, para chegar esse valor, a empresa precisou fazer uma nova oferta, já que a primeira havia soado como hostil para a Warner.

    Apesar da aprovação dos acionistas das duas empresas, a operação ainda depende de análises regulatórias nos Estados Unidos e no Reino Unido. Alguns artistas também estariam reagindo contra a fusão das empresas.

    As autoridades britânicas já iniciaram os preparativos para revisar a fusão, enquanto a Comissão Federal de Comunicações (FCC), nos EUA, também analisa a participação de investidores estrangeiros na nova companhia. Segundo documentos apresentados, quase metade do capital da futura empresa ficará nas mãos de investidores de fora do país.

    Investigação na Califórnia pode complicar negócio bilionário

    Outro ponto que pode atrasar a negociação envolve uma investigação aberta pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta. O órgão quer avaliar possíveis impactos econômicos da fusão no setor de entretenimento, incluindo concorrência, empregos e preços para consumidores.

    Mesmo diante das críticas, a Paramount defende que a união das empresas fortalecerá a competitividade do grupo no mercado global de mídia e streaming.

    “O acordo trará uma nova energia competitiva para a indústria do entretenimento”, afirmou Makan Delrahim, diretor jurídico da Paramount.

    Caso a fusão não seja concluída até 30 de setembro, os acionistas da Warner Bros. Discovery deverão receber pagamentos trimestrais adicionais. Já se o negócio fracassar por motivos regulatórios, a Paramount poderá pagar uma multa de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 39 bilhões).

    Nova gigante reuniria HBO, DC, Cartoon e Paramount+

    Se aprovada, a fusão criará uma das maiores empresas de entretenimento do mundo. O novo conglomerado controlaria marcas como HBO, HBO Max, DC Studios, Cartoon Network, CNN, TNT, CBS, MTV, Nickelodeon, Showtime e Paramount+.

    Além dos canais e streamings, a companhia também passaria a deter franquias extremamente valiosas do cinema e da TV, incluindo Harry Potter, Game of Thrones, Star Trek, Transformers, Mortal Kombat, O Senhor dos Anéis, Missão: Impossível, Looney Tunes, Bob Esponja e Avatar: A Lenda de Aang.

    A movimentação é vista como mais um capítulo da intensa disputa entre gigantes do entretenimento, que vêm buscando ampliar catálogos, fortalecer plataformas de streaming e consolidar espaço no mercado global.

    Autor

    • Vivian Riguetti

      Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, com pós-graduação em Jornalismo Digital. Possui experiência na produção de notícias, conteúdos de blogs e revisão textual. Atua como redatora há mais de cinco anos, escrevendo sobre entretenimento, cinema, séries e lançamentos. Contato: [email protected]


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