Oz
    Oz (Divulgação/ HBO)

    Lançada em 1997 e tendo ficado no ar até 2003, a série Oz fez história na HBO (e no SBT aqui no Brasil). O criador Tom Fontana, participou de uma painel nesta segunda-feira (14) e explicou que sua série abriu caminho para diversas outros programas de TV, que até então tinham certa ‘vergonha’ de abordar determinados temas.

    Na opinião de Fontana, Oz foi inovador em apenas um aspecto.

    “A HBO confiou em mim, como roteirista e produtor, para fazer o programa que eu queria, ao contrário do programa que eles achavam que queriam. Achei que isso dava permissão para fazer algo tipo Sopranos e Six Feet Under. Eu acho que arriscamos, e isso permitiu que outras pessoas fizessem programas de TV que se arriscaram depois.”

    Os roteiristas colaboradores de Fontana disseram que ele teve colhões para escrever um programa como esse numa época que não existia nada tão ousado, e que eles tinham medo de como os telespectadores iriam reagir.

    O ator Dean Winters, que interpretou Ryan O’Reilly, também compartilhou uma boa memória, sugerindo que o legado de Oz continua a se desenvolver.

    “Eu fiz uma série sete anos atrás chamada Battle Creek. Eu estava sentado no set com Vince Gilligan e ele me disse que se tornou um escritor por ver o trabalho de Tom Fontana, e fez Breaking Bad porque pensou que poderia se safar depois de assistir Oz”.

    Quebrou barreiras

    Oz
    Oz (Divulgação/ HBO)

    “Tom quebrou mais barreiras que qualquer um. Acho que todo mundo em Hollywood precisa fazer uma pausa por um segundo e literalmente apenas prestar atenção em Tom Fontana, que abriu as comportas”, continuou.

    Da perspectiva de Terry Kinney, que interpretou Tim McManus, o show teve um impacto radical na televisão por causa de seu foco na humanização de cada um de seus personagens – mesmo aqueles que cometeram crimes hediondos – algo que dramas anti-heróis subsequentes colocaram em prática, também.

    “Uma das coisas que este programa foi pioneiro foi criar pessoas plenas com uma grande variedade de feiura nelas. Sempre fomos capazes de acessar o risco e o derramamento de sangue que o cinema americano poderia ter [porque] Tom trouxe isso para a televisão”.

    “Nossas amizades estão muito intactas, como você pode ver. Nós nos mantemos um com o outro, nos amamos genuinamente e isso veio de todo esse drama compactado todas as semanas. O que me ensinou foi que primeiro você pode fazer uma família e depois criar algo incrível”, continuou o ator e também diretor.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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