Isaiah Bradley (Carl Lumbly) em Falcão e o Soldado Invernal (Reprodução / Disney+)
    Isaiah Bradley (Carl Lumbly) em Falcão e o Soldado Invernal (Reprodução / Disney+)

    No episódio mais recente de Falcão e o Soldado Invernal Sam Wilson surpreendeu a todos ao resolver entregar o escudo do Capitão América para Isaiah Bradley.

    Numa cena emocionante, o Falcão diz ao super soldado que precisa entender melhor a história dele, como ele foi transformado, o que aconteceu com ele desde então e porque ele ficou oculto até agora.

    Ao mesmo tempo que ele tentava entender melhor Bradley, Sam tentava se reconciliar com ele mesmo sobre a decisão que tomou no início de tudo, de não aceitar o escudo de seu amigo Steve Rogers por achar que não era digno.

    Ele chegou a o momento em que ele precisará decidir se finalmente aceita o escudo de Capitão América e toda a bagagem quem junto com ele.

    A existência de Isaiah Bradley deixou Sam perturbado, quando, no segundo episódio da série, Bucky Barnes o apresentou a ele como o único sobrevivente de um grupo de homens negros, que receberam uma variante do serum do super soldado, na década de 1950.

    Bradley e Barnes chegaram a lutar um contra o outro na Guerra da Coréia, quando o super soldado esquecido chegou a danificar o braço de metal do Soldado Invernal.

    Porém logo após a batalha, Isaiah foi aprisionado pelo Governo, que o manteve ocultado do mundo durante 30 anos, o expondo a experiências, para tentarem entender por que o sérum funcionou nele e não dos demais experimentos.

    O Governo chegou a declarar o óbito de Isaiah Bradley, para mantê-lo escondido facilmente, e esconder a verdade sobre ele, sem correrem o risco de alguém procurar por ele.

    Sam Wilson (Anthony Mackie) em Falcão e o Soldado Invernal (Reprodução / Disney+)
    Sam Wilson (Anthony Mackie) em Falcão e o Soldado Invernal (Reprodução / Disney+)

    Sam quis mostrar o escudo do Capitão América, que ele tirou de John Walker, para Isaiah, pensando que isso faria o super soldado esquecido querer divulgar para o mundo a sua história, porém Bradley preferiu se manter em silêncio, por medo do que o governo poderia fazer com ele.

    O Falcão ainda tenta convencê-lo de que o mundo mudou e ele está seguro, mas Isaiah diz que já tentou fazer o certo uma vez e foi severamente punido, então, para deixar mais claro ele conta como resgatou prisioneiros de guerra negros trazendo-os de volta ao país, e acabou sendo castigado por isso.

    Bradley chega a se negar a sequer olhar para o escudo do Capitão América, dizendo que aquelas estrelas e listras não significam nada para ele, e afirmando que não consegue acreditar que algum dia um homem negro teria permissão para se tornar o Capitão América.

    O super soldado complementa seu pensamento dizendo que nenhum homem negro que se preze deveria sonhar em se tornar o Capitão América um dia, o que deixa Sam ainda mais confuso a que caminhar tomar.

    Ele estaria certo em acreditar que o mundo mudou para melhor e que, sendo assim, o governo dos Estados Unidos estaria disposto a permitir que um homem negro fosse o Capitão América?

    A escolha do Governo, feita anteriormente, em ter entregado o escudo do Capitão América a John Walker comprovaria a teoria da busca de um herói branco, loiro de olhos azuis.

    Seria possível, diante do fracasso de Walker, que Sam enfim aceitasse o escudo e seu legado com todos os aspectos positivos e a verdade suja que vem com ele, provando a Bradley que ele está errado?

    Não tem como prever, mas se Sam se tornasse o próximo Capitão América em Falcão e o Soldado Invernal, com certeza, ele daria um novo significado ao herói.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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