Nesta segunda-feira (15), os brasileiros celebraram a notícia de que O Agente Secreto será o representante do Brasil no Oscar 2026. Elegível para a categoria de Melhor Filme Internacional, o filme ainda precisa disputar com produções de outros países, para que, no fim, faça parte da lista com os cinco filmes indicados.
📽 Confira o trailer oficial do filme:
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, estrelado por Wagner Moura e com previsão de estreia para a primeira semana de novembro nos cinemas brasileiros, O Agente Secreto ainda precisa percorrer um longo caminho em busca da tão honrada estatueta dourada.
Como funciona o processo de escolha?
Até ser escolhido como representante brasileiro, O Agente Secreto concorreu com outras grandes obras, como:
- Manas, dirigido por Marianna Brennand;
- Oeste outra vez, dirigido por Érico Rasi;
- Baby, dirigido por Marcelo Caetano;
- Kasa Branca, dirigido por Luciano Vidigal;
- E O Último Azul, dirigido por Gabriel Mascaro.
Para que um filme seja elegível ao Oscar de Melhor Filme Internacional, é preciso cumprir alguns critérios, entre eles: precisa ter duração maior que 40 minutos; não pode ser produzido nos Estados Unidos e o áudio do filme precisa ser mais de 50% no idioma do país, sem ser em inglês.
Qual o histórico dessa categoria?
Nos últimos anos, a categoria de Oscar de Melhor Filme Internacional tem apresentado diversidade nos países que compõem a lista de vencedores. Entre eles, algumas obras ultrapassaram o sucesso sequer planejado.
Um exemplo bastante conhecido é Parasita, longa sul-coreano do diretor Bong Joon-Ho e que, além da estatueta de melhor obra estrangeira, também levou para casa o Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado.
E claro, não poderíamos deixar de fora o último ganhador do Oscar de Melhor Filme Internacional: o incrível Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, que também concorria ao Oscar de Melhor Filme e de Melhor Atriz, com o papel de Fernanda Torres.
‘O agente secreto’ na corrida para o Oscar: e agora?
Depois de vencer entre os filmes nacionais, é hora de o longa competir com os escolhidos de outros países, em uma primeira seleção. Nesse momento, é selecionada uma obra de cada país que se inscreve. Assim, os membros votantes da academia são incumbidos de assistir a um número mínimo de longas.
Porém, o ponto-chave é justamente a não obrigatoriedade dos votantes de assistirem a todos os filmes. Dessa forma, a equipe de cada longa também precisa trabalhar em poderosas campanhas de divulgação. Ou seja, quanto mais o filme for comentado e divulgado, mais os membros da Academia vão querer assisti-lo. E assim, maiores são as chances de ele ser um dos 15 escolhidos da primeira fase.
Em seguida, os 15 filmes mais votados passam para uma segunda seleção. Nesse momento, os votantes assistem novamente aos filmes e reduzem a lista a cinco opções. Por fim, essa lista final com cinco longas internacionais forma as indicações para a categoria de Melhor Filme Internacional.
O que a mídia internacional tem dito sobre ‘O Agente Secreto’?

Antes mesmo de ser escolhido como representante do Brasil, O Agente Secreto já vinha chamando atenção da mídia internacional. Segundo a revista norte-americana Vanity Fair, a sensibilidade da direção de Kleber Mendonça Filho se mostra equilibrada e emocionante
Além disso, O Agente Secreto conquistou dois prêmios na 78ª edição do Festival de Cinema de Cannes, trazendo consigo o prestígio de Melhor Diretor, para Kleber Mendonça Filho, e Melhor Ator, para Wagner Moura.
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