Após dez anos, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) atualizou sua lista com os 100 melhores filmes brasileiros e incluiu O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, entre os títulos selecionados.
🎬 Confira o trailer de O Agente Secreto
A revisão também conta com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025. A versão completa da seleção será publicada em livro pela editora Letramento ainda este ano.
Por que O Agente Secreto virou destaque na revisão da Abraccine
A repercussão internacional e o reconhecimento da crítica ajudaram a consolidar o longa como um dos principais lançamentos recentes do cinema nacional. O longa levou dois prêmios no Satellite Awards às vésperas do Oscar de 2026.
Além disso, Wagner Moura se tornou o primeiro brasileiro a ganhar o Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator de Drama pela sua atuação no filme. Agora, a inclusão na lista da Abraccine reforça o impacto cultural da produção e o espaço conquistado por Kleber Mendonça Filho entre os grandes nomes do audiovisual brasileiro.
Segundo a Folha de S. Paulo, o presidente da Abraccine, Orlando Margarido, destaca que a atualização visa incluir mais diversidade as obras abrangidas.
“A sociedade mudou, assim como o perfil da associação, que naturalmente cresceu e se modificou. É uma revisão importante e necessária da nossa história do cinema”, explicou.
A presença do filme na seleção reforça não apenas o sucesso da obra no exterior, mas também o novo momento vivido pelo cinema brasileiro dentro e fora do país.
O Agente Secreto acompanha Marcelo, personagem de Wagner Moura, que retorna ao Recife em 1977 e acaba mergulhando em uma trama marcada por tensão política e segredos ligados ao período da ditadura militar.
Ainda Estou Aqui e outros filmes recentes reforçam renovação do cinema nacional
Além de O Agente Secreto, a atualização da Abraccine também adicionou Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025. A nova versão da lista ampliou o espaço para produções lançadas nas últimas décadas, refletindo mudanças no perfil da crítica e no próprio cinema brasileiro.
🎬 Veja o trailer de Ainda Estou Aqui
Filmes como Marte Um, de Gabriel Martins, Mato Seco em Chamas, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, e As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra, aparecem entre os títulos recentes reconhecidos pela associação.
➡️ Confira a lista completa
- Limite (1931), de Mário Peixoto
- Ganga Bruta (1933), de Humberto Mauro
- O Ébrio (1946), de Gilda de Abreu
- Também Somos Irmãos (1949), de José Carlos Burle
- Carnaval Atlântida (1952), de José Carlos Burle
- O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto
- Rio, 40 Graus (1955), de Nelson Pereira dos Santos
- Rio, Zona Norte (1957), de Nelson Pereira dos Santos
- O Grande Momento (1958), de Roberto Santos
- O Homem do Sputnik (1959), de Carlos Manga
- Aruanda (1960), de Linduarte Noronha
- O Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias
- O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte
- Os Cafajestes (1962), de Ruy Guerra
- Porto das Caixas (1962), de Paulo Cezar Saraceni
- Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos
- À Meia Noite Levarei Sua Alma (1964), de José Mojica Marins
- A Velha a Fiar (1964), de Humberto Mauro
- Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha
- Noite Vazia (1964), de Walter Hugo Khouri
- Os Fuzis (1964), de Ruy Guerra
- A Falecida (1965), de Leon Hirszman
- A Hora e Vez de Augusto Matraga (1965), de Roberto Santos
- São Paulo Sociedade Anônima (1965), de Luiz Sergio Person
- A Entrevista (1966), de Helena Solberg
- O Padre e a Moça (1966), de Joaquim Pedro de Andrade
- Todas as Mulheres do Mundo (1966), de Domingos de Oliveira
- A Margem (1967), de Ozualdo Candeias
- Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967), de José Mojica Marins
- O Caso dos Irmãos Naves (1967), de Luiz Sergio Person
- O Menino e o Vento (1967), de Carlos Hugo Christensen
- Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha
- O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla
- A Mulher de Todos (1969), de Rogério Sganzerla
- Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade
- Matou a Família e Foi ao Cinema (1969), de Julio Bressane
- O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969), de Glauber Rocha
- O Despertar da Besta (Ritual dos Sádicos) (1970), de José Mojica Marins
- Sem Essa, Aranha (1970), de Rogério Sganzerla
- Um É Pouco, Dois É Bom (1970), de Odilon Lopez
- Bang Bang (1971), de Andrea Tonacci
- S. Bernardo (1972), de Leon Hirszman
- Toda Nudez Será Castigada (1972), de Arnaldo Jabor
- Alma no Olho (1973), de Zózimo Bulbul
- Compasso de Espera (1973), de Antunes Filho
- Os Homens Que Eu Tive (1973), de Tereza Trautman
- A Rainha Diaba (1974), de Antonio Carlos da Fontoura
- Iracema, Uma Transa Amazônica (1975), de Jorge Bodanzky e Orlando Senna
- Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto
- Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1977), de Hector Babenco
- Mar de Rosas (1977), de Ana Carolina
- A Lira do Delírio (1978), de Walter Lima Jr.
- Tudo Bem (1978), de Arnaldo Jabor
- A Mulher Que Inventou o Amor (1980), de Jean Garrett
- Bye Bye Brasil (1980), de Carlos Diegues
- O Homem Que Virou Suco (1980), de João Batista de Andrade
- Pixote, a Lei do Mais Fraco (1980), de Hector Babenco
- Eles Não Usam Black-Tie (1981), de Leon Hirszman
- Os Saltimbancos Trapalhões (1981), de J.B. Tanko
- Das Tripas Coração (1982), de Ana Carolina
- Pra Frente Brasil (1982), de Roberto Farias
- Onda Nova (1983), de Ícaro Martins e José Antonio Garcia
- Amor Maldito (1984), de Adélia Sampaio
- Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho
- Memórias do Cárcere (1984), de Nelson Pereira dos Santos
- A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral
- A Marvada Carne (1985), de André Klotzel
- Filme Demência (1986), de Carlos Reichenbach
- Ilha das Flores (1989), de Jorge Furtado
- Que Bom Te Ver Viva (1989), de Lúcia Murat
- Superoutro (1989), de Edgard Navarro
- Alma Corsária (1993), de Carlos Reichenbach
- Carlota Joaquina, Princesa do Brazil (1995), de Carla Camurati
- Terra Estrangeira (1995), de Daniela Thomas e Walter Salles
- Baile Perfumado (1996), de Lírio Ferreira e Paulo Caldas
- Central do Brasil (1998), de Walter Salles
- O Auto da Compadecida (2000), de Guel Arraes
- Bicho de Sete Cabeças (2001), de Laís Bodanzky
- Lavoura Arcaica (2001), de Luiz Fernando Carvalho
- Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles e Kátia Lund
- Edifício Master (2002), de Eduardo Coutinho
- Madame Satã (2002), de Karim Aïnouz
- Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes
- O Céu de Suely (2006), de Karim Aïnouz
- Serras da Desordem (2006), de Andrea Tonacci
- Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho
- Saneamento Básico, o Filme (2007), de Jorge Furtado
- Santiago (2007), de João Moreira Salles
- Trabalhar Cansa (2011), de Juliana Rojas e Marco Dutra
- O Som ao Redor (2012), de Kleber Mendonça Filho
- O Menino e o Mundo (2013), de Alê Abreu
- Branco Sai, Preto Fica (2014), de Adirley Queirós
- Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert
- Aquarius (2016), de Kleber Mendonça Filho
- Arábia (2017), de Affonso Uchoa e João Dumans
- As Boas Maneiras (2017), de Juliana Rojas e Marco Dutra
- Marte Um (2022), de Gabriel Martins
- Mato Seco em Chamas (2022), de Adirley Queirós e Joana Pimenta
- Ainda Estou Aqui (2024), de Walter Salles
- O Agente Secreto (2025), de Kleber Mendonça Filho
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