O cinema, como forma de arte, sempre teve o poder de lançar um olhar crítico ao passado para iluminar questões do presente.
O longa sul-coreano 12.12: O DIA, dirigido por Kim Sung-soo, chega aos cinemas brasileiros em 23 de janeiro, destacando um dos episódios mais marcantes da história recente da Coreia do Sul: o golpe militar de 12 de dezembro de 1979. A obra resgata eventos históricos que ecoam nas tensões democráticas enfrentadas atualmente pelo país asiático e em diversas partes do mundo.
O filme aborda a noite decisiva que transformou o rumo político da Coreia do Sul, retratando a rivalidade entre o comandante Chun Doo-gwang, que ambicionava tomar o poder, e o comandante Lee Tae-shin, que lutava para proteger o país de um uso autoritário do exército. A história ganha ainda mais relevância considerando os recentes eventos políticos na Coreia.
Em dezembro de 2024, o presidente Yoon Suk-yeol declarou lei marcial, restringiu a liberdade de imprensa e fechou o parlamento, gerando forte resistência popular e debates acalorados sobre democracia. Embora a medida tenha sido revogada, o episódio reavivou feridas históricas e o alerta sobre os perigos de retrocessos autoritários.
Uma mensagem para o mundo atual
“Esse é um filme que nos ensina a sobreviver em tempos como esses.” A frase dita por Fernanda Torres ao vencer o Globo de Ouro por Ainda Estou Aqui ressoa como uma verdade universal para filmes como 12.12: O DIA. Assim como o cinema brasileiro revisita traumas históricos para estimular reflexão, Kim Sung-soo combina ficção e fatos históricos para explorar dilemas morais e disputas de poder que marcaram profundamente o destino da Coreia do Sul.
Além de ser a maior bilheteria coreana de 2023, 12.12: O Dia foi escolhido para representar o país no Oscar 2025, consolidando-se como uma obra indispensável não só para os amantes de história, mas para todos que valorizam a liberdade.
Distribuído pela Sato Company, 12.12: O Dia promete transportar o público brasileiro para uma reflexão sobre o impacto das decisões políticas em nossas liberdades fundamentais. Afinal, como a história continuamente nos ensina, a liberdade não é um direito adquirido, é um ideal que precisa ser defendido.
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