Mulher Maravilha: Diretor faz prós e contras do lançamento no streaming

Joe Russo
Joe Russo (Reprodução/ Youtube)

O diretor de Vingadores: Ultimato, Joe Russo resolveu abrir o jogo sobre o que pensa sobre o lançamento de grandes filmes direto no streaming.

Com orçamento beirando os 200 milhões, Mulher-Maravilha 1984 chegará no streaming HBO Max no dia 25 de dezembro, ao mesmo tempo que estará nas salas de cinemas, e foi o assunto abordado pelo cineasta ao ser questionado sobre o novo jeito de lançar filmes.

Enquanto muitos diretores criticam, e acreditam que a arte só pode acontecer quando o público se senta diante de uma tela enorme cercado por uma plateia, Russo discorda.

Ele acredita nos benefícios dos filmes que saem direto no streaming e que ainda pode existir uma acessibilidade maior.

“O mundo está perturbado, e mudando na velocidade da luz. A pandemia certamente acelerou essa mudança… Eu também acho que há uma especificidade real para atingir regiões, regiões internacionais que o lançamento digital tem como vantagem”, começou ele, sobre lugares onde o cinema ainda é muito difícil.

“Além disso, há uma vantagem de custo. As pessoas podem compartilhar contas, você sabe, onde podem obter, você sabe, 10 filmes por mês pelo custo de um filme. Você sabe que nem todo mundo pode se dar ao luxo de ir a uma sala de cinema”.

O diretor também acha que atualmente existem outras formas de o sucesso de um filme ser avaliado, e não apenas pela bilheteria.

“Há apenas um público mais amplo que você pode alcançar e não há métricas de bilheteria do fim de semana de estreia, que é o define de forma inadequada o sucesso, até porque nem todo filme é projetado para arrebentar no fim de semana de estreia. Isso acaba manchando a história ou a maneira como a imprensa ou o público percebe um filme, então talvez essa não seja a melhor maneira de lançar esse filme”.

Mulher Maravilha 1984
Mulher Maravilha 1984 (Divulgação/ Warner Bros)

Russo menciona o lançamento da Mulher Maravilha 1984 na HBO Max após seu lançamento limitado nos cinemas como uma grande mudança na convenção da indústria que pode alterar o futuro do apelo à medida que os cinéfilos navegam em um mundo pós-pandêmico.

No entanto, Russo conclui que um lançamento no cinema junto com um lançamento digital “podem sobrecarregar um ao outro. Aqueles que desejam a experiência de cinema podem obtê-la e aqueles que, por outras razões econômicas ou de saúde ou quaisquer que sejam, têm a oportunidade, que vejam em sua própria casa”.

Comunicólogo balzaquiano, paulistano, e com experiência vasta nesse mundo virtual. Adorador de séries, filmes, quadrinhos, e tudo o que envolve a cultura pop.


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