A cinebiografia Michael ultrapassou antigas potências da Lionsgate e se tornou a maior arrecadação global da história do estúdio. Estrelado por Jaafar Jackson, sobrinho de Michael Jackson, o longa já soma US$ 897,9 milhões (cerca de R$ 4,66 bilhões na cotação atual) nas bilheterias mundiais.

    🎤 Confira o trailer oficial:

    A marca coloca o filme sobre o Rei do Pop como a segunda maior bilheteria de 2026 até agora, atrás apenas de Super Mario Galaxy, que chegou a US$ 1 bilhão (R$ 5,19 bilhões). O desempenho também reposiciona a Lionsgate, que agora vê Michael superar franquias que sustentaram o estúdio por anos, como Crepúsculo e Jogos Vorazes.

    Michael transforma nostalgia em bilheteria histórica

    O avanço de Michael chama atenção pelo tamanho da resposta internacional. Nos Estados Unidos, o filme soma US$ 354,2 milhões (R$ 1,84 bilhão). Fora do país, a cinebiografia arrecadou US$ 543,6 milhões (R$ 2,82 bilhões) em 83 territórios, número que confirma o alcance global da imagem de Michael Jackson quase duas décadas após sua morte.

    O Reino Unido lidera os mercados internacionais, com US$ 68,1 milhões (R$ 353,4 milhões). Na sequência aparecem França, com US$ 54,5 milhões (R$ 282,9 milhões), Alemanha, com US$ 34,3 milhões (R$ 178 milhões), Brasil, com US$ 32,2 milhões (R$ 167,1 milhões), e México, com US$ 30,7 milhões (R$ 159,3 milhões).

    A presença do Brasil no top 5 reforça a força do cantor entre o público nacional. Michael Jackson construiu uma relação intensa com os fãs brasileiros, especialmente após a gravação de cenas do clipe de They Don’t Care About Us em Salvador e no Rio de Janeiro, em 1996.

    🥁 Relembre o clipe gravado no Brasil:

    Público abraça filme mesmo com críticas divididas

    O resultado comercial contrasta com a avaliação da crítica. No Rotten Tomatoes, Michael aparece com 39% de aprovação entre especialistas, mas alcança 97% de aprovação do público. No CinemaScore, a produção recebeu nota A-, índice usado para medir a reação dos espectadores logo após as sessões nos Estados Unidos.

    Essa distância entre crítica e público ajuda a explicar o fôlego do filme nas bilheterias. Enquanto parte da imprensa internacional questionou as escolhas narrativas da cinebiografia, os espectadores responderam com forte adesão à história, às performances musicais e à recriação de momentos marcantes da carreira do artista.

    Dirigido por Antoine Fuqua, de Dia de Treinamento e O Protetor, Michael acompanha a trajetória do cantor desde a infância no Jackson 5 até a consolidação como fenômeno global na turnê Bad, em 1988. 

    A produção foi realizada em colaboração com o espólio de Michael Jackson, embora Paris Jackson, filha do artista, tenha afirmado que não participou do projeto e criticado versões iniciais do roteiro por supostas inconsistências.

    Jaafar Jackson faz sua estreia no cinema no papel do tio. O elenco ainda reúne Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller, Laura Harrier e Juliano Krue Valdi, em uma produção que aposta tanto na memória afetiva dos fãs quanto no interesse de novas gerações pela trajetória do Rei do Pop.


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    Licenciada e mestranda pela Universidade Federal de Pelotas, começou a produzir conteúdo em 2023 e desde então mergulha no universo do cinema e das séries, com um olhar afiado para críticas, listas e tudo que envolve a tela.

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