O Volume 4 de Love, Death & Robots chegou à Netflix. Depois de duas temporadas mornas, esta quarta temporada apresentou histórias mais interessantes e divertidas, o que a torna muito mais fácil de maratonar de uma vez só.

    O primeiro episódio, Can’t Stop, foi uma abertura incrível para a temporada. Sinceramente, eu esperava algo mais voltado para a ficção científica — uma história de pessoas presas a um show eternamente e uma crítica à indústria da música. Contudo, o episódio ganha na simplicidade.

    Ao som da música Can’t Stop, da banda Red Hot Chili Peppers, a impressão é de que se está realmente acompanhando um show ao vivo. Mesmo sendo bonecos, tanto os integrantes da banda quanto a plateia entregam carisma e empolgação contagiante.

    Cena de Love, Death & Robots (Reprodução / Netflix)
    Cena de Love, Death & Robots (Reprodução / Netflix)

    Minicontatos Imediatos mostra a guerra da humanidade contra alienígenas. É claro que a guerra começou por burrice da própria humanidade. O episódio é tão hilário quanto o anterior, Noite dos Minimortos, e traz referências a várias produções cinematográficas, como Marte Ataca!, Mad Max e Independence Day.

    Spider Rose talvez seja a história menos complexa da temporada, seguindo a trajetória de uma mulher que ganha uma nova chance de vida ao cuidar de uma criatura peculiar. Essa criatura carrega o DNA de várias outras e se transforma ao consumi-las, algo que lembra o Omnitrix ou o Unitrix de Ben 10.

    Os Caras do 400 é uma animação belíssima que mistura 2D e 3D. No começo, parece ser apenas uma briga de gangues, mas logo vem a surpresa com a revelação dos verdadeiros inimigos. Ver bebês gigantes lutando é ao mesmo tempo empolgante e grotesco.

    Cena de Love, Death & Robots (Reprodução / Netflix)
    Cena de Love, Death & Robots (Reprodução / Netflix)

    A Outra Grande Coisa brinca com a ideia de que os gatos querem dominar o mundo. E esta não é a única aventura com felinos: Pois Ele Se Move Sorrateiramente também dá destaque aos gatos, mas de forma mais sobrenatural, conectando-se à superstição de que eles veem espíritos. É maravilhoso ver um gato tirar vantagem do próprio Satã.

    E por falar em sobrenatural, há dois episódios que abordam religião. Gólgota leva à reflexão sobre os diferentes tipos de fé e os problemas que líderes religiosos despreparados podem causar. Já Como Zeke Entendeu a Religião vira o jogo, mostrando um ateu que aprende o que é ter fé. Aliás, é uma das animações mais bonitas, detalhadas e sangrentas da temporada.

    Cena de Love, Death & Robots (Reprodução / Netflix)
    Cena de Love, Death & Robots (Reprodução / Netflix)

    Dispositivos Inteligentes, Donos Idiotas é um episódio feito em stop-motion que mostra eletrodomésticos insatisfeitos com seus usuários. Ele reforça a importância de ler os manuais de instrução e traz situações que facilmente se relacionam com piadas e momentos do cotidiano. Lembra episódios de O Incrível Mundo de Gumball, como O Mundo e A Revolta.

    E, para os fãs de dinossauros e batalhas, O Grito do Tiranossauro é o episódio certo da temporada. Além de muita ação e uma bela animação em CGI, o episódio também faz uma crítica aos governantes que abusam do poder e se divertem às custas das classes mais baixas.

    Com histórias que variam entre o absurdo cômico, o terror psicológico e críticas sociais afiadas, o Volume 4 de Love, Death & Robots prova que a série ainda tem fôlego criativo e visual para surpreender.


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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