A nova versão live-action de Branca de Neve, da Disney, não poderá ser exibida nos cinemas do Líbano. A decisão foi tomada pelo ministro do Interior, Ahmad Al-Hajjar, e está ligada à presença a Gal Gadot no elenco, onde interpreta a Rainha Má.

    Gal Gadot, nascida em Israel e ex-integrante das Forças de Defesa do país, tem se posicionado publicamente em defesa de Israel, especialmente após os ataques de 7 de outubro realizados pelo grupo Hamas. Sua postura política e nacionalidade têm gerado controvérsias em países do Oriente Médio.

    Segundo a imprensa local, a medida libanesa atendeu a uma solicitação do órgão de fiscalização de filmes e mídia, em meio à escalada do conflito entre Israel e o Hezbollah, que já provocou a morte de civis no território libanês.

    Um representante da Italia Films, empresa responsável pela distribuição dos títulos da Disney na região e sediada em Beirute, afirmou que Gal Gadot já integra a lista oficial de artistas boicotados por Israel no país. Por esse motivo, nenhum filme estrelado por ela é lançado nos cinemas libaneses.

    O mesmo representante também esclareceu que, ao contrário do que foi divulgado por algumas fontes, Branca de Neve não sofreu restrições no Kuwait e continua previsto para lançamento na região.

    Branca de Neve pode causar prejuízo a Disney

    Em exibição há três semanas, o live-action de Branca de Neve arrecadou US$ 160 milhões nas bilheterias globais, mas os números ainda estão longe de representar um final feliz para a Disney. Até o momento, o longa acumulou US$ 77,4 milhões nos Estados Unidos e outros US$ 90,9 milhões no mercado internacional, somando uma arrecadação total de US$ 168,3 milhões.

    Apesar do desempenho, o filme caminha para se tornar um grande prejuízo para o estúdio. De acordo com oThe New York Times, a produção teve um orçamento inicial de US$ 270 milhões, mas os custos aumentaram em mais US$ 80 milhões devido a refilmagens e processos de pós-produção, elevando o total investido para cerca de US$ 350 milhões — valor que não inclui as despesas com marketing.

    Para que o investimento seja considerado rentável, a nova versão de Branca de Neve precisaria alcançar pelo menos US$ 800 milhões em bilheteria mundial, uma meta que parece cada vez mais distante.

    Ainda não há informações de quando a animação chega no Disney+.


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    Jornalista carioca formado pela Estácio. Possui experiência com redação jornalística, assessoria de imprensa, cobertura de eventos, revisão de texto e social media. É redador do Spun Orgânico desde junho de 2024 e escreve sobre entretenimento, famosos e moda. Contato: [email protected]

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