Jimmy Kimmel voltará a apresentar o Jimmy Kimmel Live! nesta terça-feira (23), na ABC. A Walt Disney Company, dona da emissora, confirmou o retorno em comunicado oficial, encerrando a suspensão que havia sido imposta ao talk show.
✨ Veja a carta aberta publicada pela ACLU em apoio a Jimmy Kimmel:
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Segundo a Disney, a paralisação foi decidida na última semana para “evitar agravar ainda mais uma situação tensa em um momento delicado” após os comentários de Kimmel sobre a morte do ativista conservador Charlie Kirk. “Passamos os últimos dias conversando com Jimmy e, após essas conversas, decidimos retornar o programa na terça-feira”, afirmou a empresa.
Comentários de Kimmel e pressão política
A suspensão do Jimmy Kimmel Live! foi motivada por falas do apresentador em seu monólogo de segunda-feira (15), quando comentou a morte do ativista conservador Charlie Kirk, assassinado a tiros em 10 de setembro, em Utah.
Kimmel sugeriu que aliados do movimento Maga (“Make America Great Again”), ligado a Donald Trump, tentavam “ganhar pontos políticos” com o episódio. O apresentador também ironizou a forma como Trump reagiu à morte de Kirk, a quem chamava de amigo, dizendo que o presidente agiu “como uma criança de quatro anos lamentando a perda de um peixinho dourado”.
🎬 Assista ao vídeo do comentário de Jimmy Kimmel no Jimmy Kimmel Live! (em inglês):
As falas provocaram reação imediata de autoridades. O presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), Brendan Carr, acusou Kimmel de “tentar enganar o povo americano” e chegou a afirmar que as licenças de transmissão das afiliadas poderiam ser revistas caso a ABC não tomasse uma atitude.
Diante da pressão, o conglomerado Nexstar, responsável por 28 afiliadas da emissora, anunciou que suspenderia o programa, classificando as falas como “ofensivas e insensíveis em um momento crítico do discurso político nacional”.
Repercussão do cancelamento
O anúncio da volta acontece em meio a uma onda de apoio ao apresentador. Mais de 400 celebridades assinaram uma carta aberta organizada pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), que chamou a suspensão de um “momento sombrio para a liberdade de expressão”.
Entre os signatários estão nomes como Meryl Streep, Jennifer Aniston, Pedro Pascal e Robert De Niro, além de artistas de diferentes gerações de Hollywood.
“Esforços de líderes para pressionar artistas, jornalistas e empresas com retaliações por seus discursos atingem o cerne do que significa viver em um país livre.” — trecho da carta assinada por celebridades em apoio a Jimmy Kimmel.
Além disso, fãs organizaram protestos em Los Angeles e demonstraram decepção com a decisão. Nas redes sociais, nomes como Ben Stiller, Jamie Lee Curtis e John Legend reforçaram o apoio ao apresentador, destacando a importância da liberdade de expressão.

No ar desde 2003, o Jimmy Kimmel Live! é o segundo talk show mais longevo dos Estados Unidos com o mesmo apresentador, atrás apenas do clássico The Tonight Show Starring Johnny Carson.
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