O sindicato norte-americano SAG-AFTRA publicou nesta terça-feira (30) um comunicado em que condena a criação da atriz virtual Tilly Norwood, desenvolvida por inteligência artificial. A entidade afirmou que a personagem não pode ser considerada intérprete legítima e representa uma ameaça ao trabalho humano em Hollywood.
📢 Confira o comunicado oficial do SAG-AFTRA sobre o caso:
Ver essa foto no Instagram
Apresentada no Festival de Cinema de Zurique pela produtora e comediante holandesa Eline Van der Velden, Tilly foi descrita como possível contratada por agências de talentos. A novidade, no entanto, desencadeou críticas de sindicatos e artistas, que acusam o uso de atuações sem autorização e a desvalorização da arte humana.
Reação em Hollywood
No comunicado oficial, o sindicato norte-americano SAG-AFTRA deixou claro que a criação de Tilly Norwood ameaça diretamente a categoria. “Acreditamos que a criatividade é, e deve permanecer, centrada no ser humano. O sindicato é contra a substituição de intérpretes por personagens sintéticos”, declarou a organização.
A entidade ressaltou ainda que Tilly não pode ser considerada uma atriz, mas “um personagem gerado por computador treinado com base no trabalho de inúmeros profissionais — sem permissão ou compensação”. O texto aponta que esse tipo de prática utiliza performances roubadas, retira oportunidades de trabalho e desvaloriza a arte humana.
Além do posicionamento institucional, algumas atrizes também se manifestaram nas redes sociais. Melissa Barrera, Mara Wilson e Natasha Lyonne expressaram indignação com a possibilidade de agências representarem personagens digitais, reforçando a defesa do trabalho humano no centro da indústria cinematográfica.
📺 Veja também:
- Comic-Con em Málaga reúne estrelas e momentos marcantes
- Os Simpsons ganham sequência nos cinemas; confira data de estreia
- Refilmagem de Quarto do Pânico com Isis Valverde estreia no Festival do Rio
A defesa da criadora de Tilly
A produtora e comediante holandesa Eline Van der Velden, responsável pela criação de Tilly Norwood, rebateu as críticas e afirmou que a personagem digital é uma obra criativa, não uma substituta para atores humanos. Ela defende que projetos desse tipo devem ser vistos como um gênero próprio dentro do audiovisual.
📢 Leia a íntegra do posicionamento de Eline Van der Velden nas redes sociais:
Ver essa foto no Instagram
Deixe seu comentário
Adoraríamos saber sua opinião!




