Harrison Ford, de 84 anos, revelou que Sabrina, lançado em 1995, é um dos trabalhos de sua carreira que hoje enxerga com arrependimento. Em entrevista à revista Far Out Magazine UK divulgada neste domingo (09/08), o astro explicou que ele e o diretor Sydney Pollack chegaram à conclusão de que não havia necessidade de revisitar uma história já levada anteriormente aos cinemas.
🎬 Relembre Sabrina no trailer:
A avaliação chama atenção porque a produção teve reconhecimento na época e rendeu a Ford uma indicação ao Globo de Ouro. Mesmo assim, décadas depois, o intérprete de Indiana Jones afirmou que ele e Pollack compartilhavam uma visão semelhante sobre a experiência.
“Nós dois vivemos o suficiente para nos arrependermos do filme. Não há motivo para fazer algo que já foi feito”, declarou. Ford ainda demonstrou carinho por Pollack, que morreu em 2008, e disse sentir falta do cineasta.
Sabrina revisitou história eternizada nos anos 1950
A versão estrelada por Harrison Ford é um remake de Sabrina, produção de 1954 dirigida por Billy Wilder e protagonizada por Audrey Hepburn. Na releitura dos anos 1990, Julia Ormond assumiu o papel da personagem principal, enquanto Greg Kinnear interpretou David Larrabee.
Na trama, Sabrina é filha do motorista da rica família Larrabee e retorna para casa depois de passar 2 anos em Paris. David se interessa por ela, mas o irmão mais velho dele, vivido por Ford, tenta interferir na aproximação entre os dois.
Apesar das ressalvas sobre ter aceitado o projeto, o ator não descarta completamente os pontos positivos da experiência. “Foi um esforço nobre, uma aventura bizarra para mim e Pollack”, afirmou.
Ford também destacou o trabalho de Julia Ormond e Greg Kinnear. Segundo ele, a participação dos dois em Sabrina contribuiu para impulsionar suas trajetórias em Hollywood, e o veterano fez questão de elogiar especialmente a atuação de Ormond.
Harrison Ford recebeu homenagens recentes pela carreira
O comentário sobre Sabrina surge em um período marcado por novos reconhecimentos ao ator. Em julho de 2025, Ford recebeu sua primeira indicação ao Emmy pelo papel de Paul Rhoades na série Falando a Real.
Já em março de 2026, ele foi homenageado com um prêmio pela trajetória no SAG-AFTRA, sindicato dos atores dos Estados Unidos. Durante o discurso, brincou que ainda estaria apenas na metade da carreira e reforçou o desejo de continuar trabalhando.
Na ocasião, Ford também recordou os primeiros anos como ator e contou que passou cerca de 15 anos alternando trabalhos diante das câmeras com a atividade de carpinteiro antes de conseguir um papel em uma produção de grande repercussão.
O artista começou a atuar ainda na faculdade, depois de ingressar em aulas de teatro durante um período em que se sentia sozinho. Décadas mais tarde, definiu o trabalho ao lado de outros atores como uma das maiores alegrias de sua vida.
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