Disney Plus
    Disney Plus: Divulgação

    Finalmente, depois de um ano de espera (ou seria atraso?), no dia 17 de novembro, chega o Disney+ ao Brasil.

    Acontece que essa guerra dos streamings tem feito inúmeras vítimas e uma delas é a plataforma Quibi, um fracasso bilionário estrondoso que já teve passagem pela Disney e fundou a Dreamworks com Steven Spielberg.

    Mesmo com todo o investimento de 1,75 bilhões de dólares, o Quibi, que havia prometido revolucionar o mercado de streamings, sairá do ar em dezembro, apenas oito meses após seu lançamento e sem fazer nenhuma diferença significativa no mercado.

    A proposta do Quibi era de produzir materiais de curta duração, entre cinco a dez minutos, que pudessem ser vistos no celular pelas pessoas quando elas estivessem no transporte público ou na fila do banco, por exemplo.

    Ou seja, a ideia seria trazer um passatempo para um momento enjoativo, o que é uma proposta até interessante.

    Entretanto, a pandemia acabou complicando a estreia do serviço em abril. Com a obrigatoriedade das pessoas de estarem em casa e com mais tempo livre para assistirem a conteúdos mais longos, a proposta do Quibi foi inviável e fracassou.

    Além disso, ficou claro que as pessoas não se interessam em pagar para ver vídeos no celular.

    Mas ainda assim, com o encerramento dos trabalhos do Quibi, a guerra do streaming continua já que o número de serviços do tipo só aumenta, liderados por Netflix, Prime Video e Globoplay.
    Disney+, HBO Max e Paramount+ vêm chegando aí para aumentar o bombardeio.

    Recentemente, o site Notícias da TV divulgou a fala de um executivo do Globoplay que não quis se identificar, mas fez a seguinte afirmação:

    “O Katzenberg (criador do Quibi) usou o prestígio que acumulou em 40 anos de carreira pra levantar dinheiro de investidores pelo mundo. Mas o projeto dele era ruim. Apostar num serviço de streaming com foco no mobile foi arriscado e errado. As pessoas querem ver conteúdo de qualidade na tela grande. É assim com todo mundo”.

    Além disso, ele chegou a dizer que o mercado também desconfia da permanência da Netflix nessa guerra, já que ela tem se endividado cada vez mais e não consegue manter sua base de clientes no mesmo crescimento de antes.

    Será que o destino da Netflix será o mesmo Quibi?

    Autor

    • Pedro Kono

      Jornalista formado pela PUC-SP. Apaixonado por cinema, música e cultura no geral.


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