George Clooney explica por que parou de atuar por quatro anos

George Clooney (Foto: Divulgação)

George Clooney teve o tipo de carreira em Hollywood com que muitos sonham. Astro do primeiro escalão há décadas, seus filmes já arrecadaram bilhões de dólares. Além disso, ele é muito respeitado como ator e como pessoa.

Após o fracasso de Batman & Robin (1997), Clooney passou a escolher os projetos com o qual iria trabalhar. E isso seguiu por muitos e muitos anos.

Porém, em um bate-papo com a colega e atriz Michelle Pfeiffer para a revista Variety, a estrela de Onze Homens e Um Segredo, revelou que mudou seu foco por temer que, à medida que envelhecia, pudesse se tornar menos desejável frente às câmeras, e ele não queria que isso significasse que ele não poderia trabalhar:

“Por cerca de 20 anos agora, eu realmente me concentrei em outros elementos da indústria, porque eu não queria me preocupar com o que algum diretor de elenco ou diretor pensaria de mim aos 60 anos. Queria ter mais controle sobre minha carreira, e isso acabou resultando em um hiato de quatro anos. Eu gosto muito da minha carreira de ator. Eu realmente não me afastei do negócio. Acabei afastando somente da frente das câmeras.”

Após estrelar os filmes Jogo do Dinheiro e Ave, César! em 2016, Clooney ficou afastado das telonas por quatro anos. Durante esse tempo ele dirigiu o filme Suburbicon: Bem Vindos ao Paraíso (2017), bem como produziu uma série de TV.

George Clooney em cena de O Céu da Meia Noite (Foto: Divulgação / Netflix)

O longa de sucesso, O Céu da Meia-Noite (2020), marcou seu retorno à frente das câmeras. George também dirigiu o filme, que foi lançado exclusivamente no catálogo da Netflix. Na contramão de grandes cineastas e atores, que são contra os lançamentos em streaming, Clooney elogiou o serviço das plataformas:

“Eu sei que há esse pânico sobre os cinemas porque eles não estão recebendo atenção por parte dos nossos governos, que é um grande setor da indústria. Nós subsidiamos as companhias de petróleo, poderíamos subsidiar as salas de cinema por um período de tempo. Não estou preocupado com a nossa volta, o cinema sempre existirá, todos vamos estar juntos novamente, você ainda tem que sair uma hora dessas, certo?”

“Mas eis o que os serviços de streaming têm feito: eles democratizaram e abriram muitos caminhos diferentes para contar histórias para jovens. Agora, entre os serviços de streaming, há milhares e milhares de empregos de atuação, direção e produção. O mundo está aberto e precisa de conteúdo.”

Formado em Criação e Produção Audiovisual. Frequentador assíduo das salas de cinemas e também colecionador há anos de filmes em DVD e Bluray. Atuou como produtor e editor do SBT e na redação de blogs e sites em geral. Atualmente, trabalha como redator do E-Pipoca.


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