Francis Ford Coppola comentou sobre o fiasco do trailer de Megalopolis, que foi retirado após críticas de jornalistas e usuários nas redes sociais por conter citações falsas de críticos de cinema.
Na estreia do filme no Festival Internacional de Cinema de Toronto, Coppola assumiu parte da responsabilidade pela ideia de incluir críticas negativas de seus filmes anteriores no trailer, mas afirmou não saber como tudo deu tão errado.
“Bem, eu sei que houve críticas ruins. Eu sou o único que disse que houve críticas ruins. Mas eu não sei. Foi um erro, um acidente, não tenho certeza do que aconteceu“, declarou Coppola ao Entertainment Tonight.
O trailer deletado de Megalopolis começava com a narração de Laurence Fishburne, afirmando que “o verdadeiro gênio é frequentemente mal compreendido”, seguido de supostas críticas negativas dos filmes mais reverenciados de Coppola, como O Poderoso Chefão, Apocalypse Now e Dracula de Bram Stoker.
As críticas foram atribuídas a renomados críticos como Pauline Kael, Andrew Sarris e Roger Ebert. No entanto, espectadores descobriram que as citações eram falsas, e muitas das críticas originais eram, na verdade, positivas sobre os filmes de Coppola.
De acordo com a Entertainment Weekly, horas após o lançamento, o trailer de Megalopolis foi removido. A Lionsgate, responsável pela distribuição do filme, pediu desculpas a Francis Ford Coppola e aos críticos envolvidos, reconhecendo o erro no processo de verificação.
Em uma declaração, a empresa assumiu a responsabilidade e lamentou a falha. Posteriormente, a Lionsgate revelou que um consultor de marketing havia utilizado IA para gerar as declarações falsas no trailer.
Megalopolis é estrelado por Adam Driver, Giancarlo Esposito, Nathalie Emmanuel, Aubrey Plaza, Shia LaBeouf, Jon Voight, Talia Shire, Jason Schwartzman, Kathryn Hunter e Dustin Hoffman. O filme revisto para estrear nos cinemas em 27 de setembro.
Na trama, um artista visionário busca transformar a cidade de Nova Roma em um futuro utópico e idealista, enquanto o prefeito defende o status quo, marcado por ganância e guerra partidária. No meio do conflito está a filha do prefeito, que, dividida entre o amor pelo artista e sua lealdade ao pai.
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