O desfecho de Coringa: Delírio a Dois tem sido motivo de polêmica entre os fãs e gerou revolta entre uma parcela do público. Mesmo com decisões arriscadas, o final do longa conta com alguns detalhes que podem ter passado despercebidos. Confira o final explicado da sequência.

    O filme caminha para a sua resolução quando Arthur Fleck, em sua conversa com o júri antes da decisão que define se é culpado ou inocente, surpreende a todos e renuncia ao Coringa. O protagonista afirma que a sua faceta de vilão era apenas uma fantasia e que, dado todo o peso das coisas que já viveu, não iria conseguir manter o personagem.

    A escolha por se manter honesto aos seus sentimentos e a impossibilidade de estar à altura das expectativas que foram criadas tem como o resultado o afastamento da Arlequina, que imediatamente deixa o tribunal e parece dar um ponto final na relação dois dois.

    Quando uma bomba explode no tribunal e Arthur Fleck tem a oportunidade de correr em liberdade, o protagonista mais uma vez rejeita ser o Coringa ao fugir de uma dupla de apoiadores. O personagem acaba encontrando Lee na famosa escadaria do primeiro filme, onde ela coloca um ponto final no relacionamento de uma vez por todas e deixa claro que só estava interessada na figura do Coringa, e não de Arthur Fleck.

    A surpreendente cena final mostra Arthur, de volta no asilo, indo conversar com alguém que foi o visitar. O personagem é surpreendido quando outro paciente da instituição, que aparece rapidamente em outros momentos do longa, diz que quer contar uma piada para o protagonista. No final, o paciente dá algumas facadas em Arthur, ocasionando em sua morte.

    Em seus momentos finais, Arthur Fleck canta uma música sobre deixar filhos para o mundo. Ao fundo, em desfoque, é possível ver o paciente assassino fazendo cortes em sua boca. Não fica claro se este personagem será, de fato, o Coringa oficial daquele universo. A mensagem que fica é de que Arthur Fleck inspirou uma legião de fãs que estão dispostos a replicar seus atos criminosos e levar adiante o seu legado de caos.

    Autor

    • Pedro Kono

      Jornalista formado pela PUC-SP. Apaixonado por cinema, música e cultura no geral.


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