Em 2025, o público pode reencontrar nos cinemas cópias em 4K de marcos do cinema brasileiro, como A Mulher de Todos (1967), Iracema – Uma Transa Amazônica (1975) e São Paulo Sociedade Anônima (1965), em sessões especiais que incluem debates, exibições gratuitas e mostras itinerantes.
Por que essas restaurações são importantes para o cinema nacional?
As restaurações resgatam obras que definiram gerações e desafiaram contextos políticos, permitindo que novas plateias conheçam produções históricas em alta qualidade. A Mulher de Todos, ícone do Cinema Marginal, foi restaurada pela Mercúrio Produções com recursos da Lei Paulo Gustavo e estreou em 21 de fevereiro na Cinemateca Brasileira, com a presença de Helena Ignez e da coordenadora de restauração Débora Butruce.
Já Iracema – Uma Transa Amazônica, censurada na ditadura, retorna em 24 de julho distribuída pela Gullane+, após restauração técnica na Alemanha coordenada por Alice de Andrade e apoio de instituições como CTAV, IMS e Cinemateca Brasileira. Por fim, São Paulo Sociedade Anônima, restaurado em parceria com a Cineteca di Bologna, terá estreia pós-restauração na Cinemateca no segundo semestre.
Detalhes das sessões e programação
A Mulher de Todos (1967)

- Dirigido por Rogério Sganzerla.
- Restaurado em 4K pela Mercúrio Produções com apoio da Cinemateca Brasileira e Lei Paulo Gustavo.
- Sessões especiais: 21/02 (Cinemateca Brasileira), 21/03 (BH), 27/03 (Porto Alegre), 28/06 (CineOP), e itinerância ao longo do ano.
Iracema – Uma Transa Amazônica (1975)

- Dirigido por Jorge Bodanzky e Orlando Senna.
- Restauração na Alemanha, coordenada técnicamente por Alice de Andrade.
- Chega às salas de todo o país em 24 de julho, via Gullane+.
São Paulo Sociedade Anônima (1965)

- Dirigido por Luiz Sergio Person.
- Parceria entre Cinemateca Brasileira, Cineteca di Bologna e Lauper Films.
- Primeira exibição pós-restauração em junho no Festival Il Cinema Ritrovato (Bologna); estreia nacional no segundo semestre.
Além das projeções em salas comerciais, essas mostras incluem debates com diretores e coordenadores de restauração, exibições gratuitas em cinematecas estaduais e mesas-redondas que contextualizam o impacto sociopolítico de cada obra.
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O que esse movimento representa para o público e para a memória cultural?
Ao apresentar clássicos em alta definição, as restaurações fortalecem a preservação da memória audiovisual, aproximam novas gerações de marcos estéticos e políticos do nosso cinema e valorizam o legado de cineastas que desafiaram regimes e narrativas. É uma oportunidade única de reviver clássicos em qualidade superior e celebrar a riqueza cultural brasileira.
E você, qual desses filmes restaurados você mais aguarda ver na telona? Comente e compartilhe suas expectativas!
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