Fãs ficam indignados com escalação de The Sandman e autor explica ausência de Tom Ellis

The Sandman
The Sandman (Reprodução)

Uma nova série da Netflix está mexendo com a cabeça dos fãs, mas negativamente. The Sandman, a nova produção do streaming teve seu elenco divulgado na última semana, e foi exatamente essa escalação que deu o que falar.

The Sandman é baseada na HQ de mesmo nome escrita por Neil Gaiman e sucesso da DC Comics. Porém, Lúcifer, outra série da Netflix foi baseada também em The Sandman, mais precisamente no personagem Lúcifer que está presente nas revistinhas.

Com o anúncio do programa, os fãs esperavam que Tom Ellis reprisasse seu papel como diabo na nova série, mas não foi o que aconteceu. Quem pegou o papel foi Gwendoline Christie, e o criador da história explicou o motivo disso em sua página no tumblr, ao responder a dúvida de um seguidor.

“A teologia e cosmogonia de Lúcifer está muito longe de Sandman”, disse Gaiman.

“[A série] Lúcifer é ‘inspirado por’ Sandman, mas você não pode facilmente adaptar esta versão de Lúcifer para voltar a Sandman, se é que você me entende. Parecia mais fácil e divertido ter a versão Sandman de Lúcifer [intocável], e bem mais próxima do original”.

Gaiman explicou que está se aproximando do programa da Netflix como se estivesse escrevendo Sandman pela primeira vez no século 21. Isso significa segundo ele que atualizações são feitas na linha de tempo, e trocas de gêneros de alguns personagens.

“Fazendo a série da Netflix, estamos enxergando isso como ‘Ok, é 2020, digamos que eu estava fazendo Sandman começando em 2020, o que faríamos? Como mudaríamos as coisas? Qual seria o gênero desse personagem? Quem seria essa pessoa? O que estaria acontecendo? “, disse ele sobre a diferença entre a série e os quadrinhos.

A série demorou quase 30 anos para sair dos quadrinhos e virar um produto audiovisual.

“As pessoas escreviam roteiros de filmes para Sandman e pensavam: ‘Vai gastar muito em efeitos especiais. E tem que ser classificação 18 anos. Como vamos gastar 100 milhões de dólares com um filme de classificação tão alta’?”, disparou;.

Comunicólogo balzaquiano, paulistano, e com experiência vasta nesse mundo virtual. Adorador de séries, filmes, quadrinhos, e tudo o que envolve a cultura pop.


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