Esquadrão Suicida (Divulgação/ Warner Bros.)
    Esquadrão Suicida (Divulgação/ Warner Bros.)

    Gavin O’Connor, conhecido por seu trabalho como diretor de Guerreiro (2011), compartilha em entrevista a razão pela qual sua versão da continuação de Esquadrão Suicida foi rejeitada pelos executivos dos estúdios da Warner Brothers.

    O filme original recebeu em sua grande maioria críticas positivas, alcançando um score total de 91% nas reviews oficiais e 82% nas avaliações do público. A produção também foi um sucesso gigante nas bilheterias do mundo todo, rendendo mais de $764 milhões de dólares, o que tornou evidente a possibilidade de uma sequência ser feita.

    Depois de autorizado o início do projeto, a Warner começou a procurar um diretor que pudesse ser o capitão deste navio e trazer seu ponto de vista para a franquia. Vários diretores foram contatados, entre eles Gavin O’Connor e Jaume Collet-Serra (Adão Negro). O’Connor finalmente foi selecionado para trabalhar no filme porque ele traria uma pegada mais séria às personagens, o que poderia ser visto em seus trabalhos anteriores.

    Em um certo momento, entretanto, Gavin abandona o projeto, alegando que a justificativa dada era que sua sugestão para o filme seria muito próxima de Aves de Rapina, filme que a Warner já estaria produzindo. Em seu lugar ficaria James Gunn, de Guardiões da Galáxia 2.

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    Cena de O Esquadrão Suicida (Reprodução)

    Estúdio havia concordado com tom mais sério

    Em recente entrevista para o podcast The Playlist, o diretor dá mais detalhes sobre o seu desligamento do projeto. Segundo ele, o estúdio tinha concordado com conferir um tom mais sombrio e sério para este filme:

    “O que aconteceu foi que eu escrevi um acordo para escrever um roteiro, e eles sabiam o que eu estava escrevendo. Naquele nível, com aqueles tipos de filmes, com aquele orçamento, ninguém estava solto por aí e escrevendo qualquer coisa sem ir até eles e explicar como o filme iria ser, e todo mundo estava de boa com isso.”

    O problema, segundo Gavin, foi que ao chegar nas últimas etapas do processo de roteirização, houve uma mudança na DC Films, o que acarretou em uma mudança completa do que o estúdio estava pedindo para o roteiro do filme:

    “O que aconteceu foi durante a parte final de escrever o roteiro teve uma mudança completa no regime da DC, e quando isso aconteceu, eles queria que fosse uma comédia. E eu estava tipo, ‘eu não vou escrever uma comédia. Quero dizer, [o filme] era divertido, mas não era uma palhaçada. E o novo regime queria que eu escrevesse um filme diferente do que eu estava escrevendo.”

    Perguntado se havia assistido a versão de seu substituto, Gavin é sincero e conta: “Não tive interesse em ver não, pra ser honesto. Eu estou só fazendo o meu”.

    Autor

    • Gustavo Alexandreli

      Gustavo Alexandreli é jornalista formado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Possui experiência com redação jornalística, com foco em SEO, cobertura de eventos e revisão de textos. Atuo nos nichos de Entretenimento, Cinema, Filmes, Séries & TV. Redator na Spun Mídia desde 2025. Contato: [email protected]


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