Disney
    Disney+: Divulgação

    A Disney adotou algumas medidas para compensar seus erros do passado quando retratava personagens, enredos e contextos que retratavam preconceito racial, sexual e de gênero.

    Após todas as manifestações que ficaram conhecidas como Black Lives Matter, a empresa decidiu colocar uma advertência no início de produções onde cenas do tipo são vistas que dizia:

    “Esses estereótipos eram errados no passado e são errados hoje em dia. Em vez de eliminarmos esse conteúdo, queremos reconhecer seu impacto prejudicial, aprender com isso e provocar discussões para criarmos um futuro mais inclusivo juntos.”

    O site da Folha de São Paulo fez até uma longa lista de alguns dos filmes do catálogo em que cenas do tipo aparecem e que receberão a advertência da Disney. Abaixo mostramos alguns dos filmes listados:

    1. Fantasia (1940)

    O filme apresentava uma cena onde uma centauro negra escova os cascos de uma centauro branca. Essa cena foi retirada do filme há vários anos, mas a Disney decidiu manter o aviso de “representação ultrapassada”.

    2. Dumbo (1941)

    Na trama, existe um grupo de corvos maldosos cujo líder se chama Jim Crow. Apesar de Crow significar corvo em inglês, a palavra também se refere ao nome das leis de segregação racial que existiam no sul dos Estados Unidos durante o século dezenove.

    3. Você já foi à Bahia? (1944)

    O enredo mostra uma viagem do Pato Donald com Zé Carioca pela América Latina, que é representada de forma estereotipada e mostra o Brasil como uma grande selva, basicamente.

    4. Peter Pan (1953)

    Aparentemente inocente, o filme traz indígenas falando uma língua sem o menor sentido e são tratados com o termo racista “peles-vermelhas”.

    5. A Dama e o Vagabundo (1955)

    Também parece simples e inocente a olhos comuns, porém, traz uma duplinha de gatos siameses malvados que possuem traços asiáticos. Ainda há outros cães com fenótipos raciais carregados de estereótipos.

    6. Mogli (1967)

    O orangotango Rei Louie é um cantor de jazz e bebop, que são estilos característicos da população negra da época, trazendo mais um estereótipo racista.

    Autor

    • Pedro Kono

      Jornalista formado pela PUC-SP. Apaixonado por cinema, música e cultura no geral.


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