Billy Joel terá sua trajetória retratada nos cinemas em Billy & Me, nova cinebiografia comandada por John Ottman, editor de Michael. O longa focará nos bastidores da juventude do cantor entre os anos 1960 e 1970, antes do sucesso mundial de Piano Man, mas já nasce envolto em polêmica após o artista repudiar oficialmente o projeto.
Billy Joel não autorizou nem apoiou este projeto de forma alguma, e qualquer tentativa de prosseguir sem ele seria um equívoco tanto legal quanto profissional.
declarou represente do artista à Veriety
De acordo com a Veriety, o filme acompanhará a relação do músico com o empresário Irwin Mazur e o baterista Jon Small, mas não terá autorização para usar a história de vida oficial nem os grandes sucessos do artista.
John Ottman assume direção após trabalhar em Michael
Conhecido por atuar como editor de Michael, cinebiografia de Michael Jackson, John agora comandará Billy & Me. O cineasta também supervisionou aspectos criativos da pós-produção do longa sobre o Rei do Pop, incluindo mixagem final e direção de performances.
Segundo a revista, o que chamou a atenção e levou ele a aceitar dirigir o longa foi o significado e o peso emocional da história por trás da ascensão de Billy Joel
“O que realmente me atraiu no material foi a humanidade em sua essência. É engraçado, comovente e, acima de tudo, muito inspirador.”, relatou.
As filmagens estão previstas para acontecer entre Nova York e Winnipeg, no Canadá. O elenco principal ainda não foi anunciado oficialmente.
Billy Joel critica produção e veta uso de músicas
Apesar do anúncio da cinebiografia, o pianista não está envolvido diretamente com o projeto. Em comunicado enviado à Variety, representantes do artista afirmaram que a equipe responsável pelo longa já teria sido avisada desde 2021 sobre a ausência dos direitos oficiais relacionados à vida e à obra do cantor.
Sem autorização formal, o projeto também não poderá utilizar músicas icônicas da carreira de Joel, incluindo Piano Man, um dos maiores sucessos do músico.
A estratégia encontrada pelos produtores foi contar a história sob a ótica de pessoas próximas ao cantor, como seu empresário e o baterista em sua primeira banda, The Hassles.
A ausência do apoio oficial do artista levanta dúvidas sobre como momentos importantes da sua vida pessoal serão retratados no longa, especialmente episódios ligados ao relacionamento com Elizabeth Weber e ao período de depressão enfrentado pelo cantor nos anos 1970.
Cinebiografias musicais vivem nova onda nos cinemas
Mesmo cercado de polêmicas, Billy & Me reforça o atual interesse da indústria por histórias de artistas consagrados.
Nos últimos anos, Hollywood passou a investir cada vez mais em produções focadas nos bastidores da música, explorando desde ascensões meteóricas até momentos conturbados da vida pessoal de grandes nomes.
Entre os projetos recentes, estão a cinebiografia de Ozzy Osbourne, que já teria até definido o ator principal, além do filme sobre Joni Mitchell, que terá Meryl Streep no papel da cantora.
Outros nomes como Snoop Dogg também ganharão adaptações para os cinemas. Enquanto as gravações da cinebiografia da banda The Beatles já iniciou as gravações — recentemente, o elenco foi fotografado caracterizado.
A tendência ganhou ainda mais força após o sucesso comercial e a repercussão de produções musicais recentes, transformando as cinebiografias em uma das apostas mais fortes dos estúdios para atrair diferentes gerações de fãs.
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