Disney+ chega ao Brasil se redimindo por produções racistas antigas

Dumbo (1941): Reprodução

Desde que foi anunciada, a plataforma de streaming da Disney, é um dos serviços mais aguardados no Brasil, e ela chegou já fazendo bastante barulho com parcerias inesperadas para atrair assinantes.

Nesta terça-feira, dia dezessete, ocorre a estreia do serviço no território brasileiro e a empresa tomou uma decisão que surpreendeu os usuários.

O Disney+ achou conveniente exibir ao público suas obras de animação clássicas, porém com um aviso que informa ao espectador que aquela obra reflete valores da época em que foi feita e, portanto, “inclui representações negativas e/ou tratamento incorreto de pessoas ou culturas”.

Essa mensagem permanece por 12 segundos em exibição na tela e não pode ser pausada, interrompida ou acelerada.

O texto pode ser visto em obras como Peter Pan (de 1953) e Dumbo (de 1941).

A versão oficial em língua portuguesa ainda não foi divulgada pela Disney, porém, o texto em língua inglesa já foi divulgado, como foi noticiado pela Folha de São Paulo.

Em tradução livre, a nota de advertência da Disney diz: “Esse tipo de estereótipos era errado no passado e ainda é errado nos dias atuais. Entretanto, em vez de eliminarmos esse conteúdo, queremos reconhecer seu impacto prejudicial, aprender com isso e provocar discussões para criarmos um futuro mais inclusivo juntos.”

Nos Estados Unidos, a Disney já exibe essa advertência desde o último mês de outubro, quando protestos contra os ataques feitos a negros nos Estados Unidos tomaram conta do país em função do movimento que ficou conhecido como Black Lives Matter.

A mensagem que era vista antes disso era “Esse programa é apresentado como foi originalmente criado. Pode conter representações culturais ultrapassadas.”

Uma das animações que apresenta problemas desse tipo é a do elefante Dumbo, na qual existe um grupo de corvos valentões cujo líder atende pelo nome de Jim Crow. A palavra crow, apesar de significar corvo em inglês, também faz alusão às antigas leis de segregação contra pessoas negras no sul dos Estados Unidos no século 19.

“Os corvos e o número musical prestam homenagem a shows racistas em que artistas brancos com rostos enegrecidos e roupas esfarrapadas imitavam e ridicularizavam escravos africanos em plantações sulistas”, diz o texto feito pela própria Disney e publicado no site Stories Matter (Histórias Importam, em tradução livre), promovido no aviso da empresa.

Esse passo da Disney é visto como importante diante do momento atual onde valores antigos precisam ser revistos e transformados na busca por um mundo onde as pessoas são respeitadas pelo que elas são.

Um Psicólogo que estuda Medicina, ensina inglês, toca piano, ama escrever e tem um gato. =P

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