
Jamie Babbit concedeu uma entrevista para a Variety para falar sobre sua versão de diretora do filme Nunca Fui Santa (But I’m a Cheerleader).
O longa metragem estreou no 2000, além da direção de Babbit, contou com o roteiro de Brian Peterson e o elenco incluiu Natasha Lyonne, Clea DuVall, RuPaul, Cathy Moriarty e Melanie Lynskey. O filme arrecadou US$ 2,6 milhões em bilheteria.
Na entrevista, Jamie Babbit foi questionada sobre a diferença das produções de filmes de hoje e de vinte anos atrás e se o racismo continua predominante.
Babbit respondeu: “Com certeza – e sexismo e homofobia [estão presentes]. Mas o maior problema sistêmico é o racismo“.
Ela continuou seu discurso: “Realmente se trata de fazer filmes. Os cargos de nível básico para o cinema pagam tão baixo e os empregos são tão curtos, e não há publicidade deles. Portanto, a única maneira de invadir é trabalhar de graça ou conhecer alguém”.
“Para trabalhar de graça por alguns anos, você precisa de alguém para apoiá-lo. Ou você tem que conhecer alguém no negócio, e a maioria das comunidades minoritárias nunca conheceu ninguém no negócio, porque existem muitas barreiras para invadir”, acrescentou.
Babbit não deixou de citar os poucos progressos conquistados nos últimos anos: “Eu realmente não vejo as equipes ficando mais diversificadas. Tenho visto muitos progressos para as mulheres, especialmente no departamento de câmera e direção. Mas ainda temos um longo caminho a percorrer”.
Questionada sobre como superar os obstáculos do sistema, Jamie lembrou de quando precisava de um assistente pra um programa de TV e seu superior queria colocar seus escolhidos para trabalhar com ela.
Babbit disse que preferia fazer um anúncio e que mandassem currículos. Ela relatou que recebeu currículos de pessoas superqualificadas.
A diretora contou: “… eram superqualificadas e adorariam fazer o trabalho. Contratei um assistente incrível do Craigslist que era muito melhor do que todos os brancos que me ofereceram e que já havia sido assistente em outros projetos. Eu realmente tento anunciar empregos de uma forma que seja justa, porque há muito elitismo na indústria cinematográfica“.
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