Onda Nova é um filme de 1983 que foi censurado pela ditadura militar e agora estreia nos cinemas do Brasil em versão restaurada.
A comédia erótica segue a história das jogadoras do Gayvotas Futebol Clube, um time de futebol feminino que foi regulamentado no Brasil após 40 anos de proibição. As jogadoras enfrentam preconceitos, como também têm que lidar com desafios pessoais enquanto se preparam para um grande jogo.
Onda Nova é um filme que promete muito, mas não entrega muita coisa. Ao longo do filme diversas situações são expostas para os personagens, mas nenhuma é desenvolvida de fato. A personagem que encontra mais desenvolvimento é Lili (Cristina Mutarelli) com seu drama familiar e desejo por independência.
Algo a se destacar é que não existem tabus: os jovens usam drogas e fazem amor de forma natural, e como de costume, a “caretice” fica com os personagens mais velhos. O filme é um reflexo da forma como a juventude é vista até hoje: rebelde, despreocupada, e sempre em busca de algo mais.

As atuações são de medianas a ruins, mas é algo facilmente ignorado levando em conta que muitos são atores em inicio de carreira. As partidas de futebol são curtas e não geram emoção, o filme se concentra muito mais na vida pessoal de cada jogadora do que sobre elas em campo.
Algumas cenas são acompanhadas de músicas de artistas bem conhecidos, como Michael Jackson e Rita Lee. O filme termina com uma tragédia paralela ao tão esperado jogo de futebol do time das Gayvotas, mas assim como tudo o que aconteceu ao longo da história, não há realmente um impacto ou desfecho. Vida que segue.
Onda Nova vale pelo seu valor histórico, ver o que é uma história sem rédeas, é uma oportunidade de assistir um cinema que poucos conhecem, de uma época em que muitos foram calados. O que faz refletir sobre a situação atual do Brasil com o conservadorismo cada vez maior.
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