Nessa quinta-feira (17), chega aos cinemas o filme Nas Terras Perdidas, uma produção assinada por Paul W.S. Anderson e George R.R. Martin que traz no elenco Milla Jovovich e Dave Bautista. Na trama, temos uma história fantasiosa, pós-apocalítica de uma bruxa que viaja para as Terras Perdidas em busca de um poder mágico que permite a uma pessoa se transformar em um lobisomem.

    Não é de hoje que de que uma trama dirigida pelo Paul W.S. Anderson e estrelada pela Milla Jovovich gera discussões e divide opiniões. Além da franquia Resident Evil nos cinemas, os dois trabalharam na adaptação de Monster Hunter em 2020 que garantiu apenas 40% de aprovação por parte da crítica, mas conseguiu agradar alguns dos espectadores.

    Nas Terras Perdidas, o desafio de agradar parece ainda maior. Primeiro pela confusão temporal que o filme causa. Nos primeiros minutos, começamos com um monólogo feito por Dave Bautista que afirma que o “mundo que nos conhecemos acabou”, logo em seguida nos deparamos com uma história da era medieval comandada pela inquisição da igreja católica. Momentos depois, temos cenas envolvendo armas de fogo – deixando bem confuso em que exato momento a trama se passa, se é no futuro ou não passado.

    Já no roteiro: um total desastre. Parece que todas as cenas são repletas de diálogos dos mais clichês possíveis e com sentenças que não vão levar a lugar nenhum. A bagunça na montagem é tão generaliza que não dá para entender o motivo principal de Gray Alys (Milla) de ir a tal Terra Perdida em busca do que quer.

    Nada faz sentido. No começo descobrimos que ela é uma bruxa poderosa, que é capaz de se livrar de qualquer situação e acaba se livrando da inquisição. Minutos seguintes, ela precisa da ajuda de Boyce (Bautista) para se guiar e chegar ao objetivo.

    Esse talvez seja o pior filme de Milla Jovovich. No quesito atuação, ela não apresenta qualquer carisma. Suas expressões parecem as mesmas durante toda a sequência – parecendo que preferia estar na zona de conforto do que se esforçar um pouco mais além das cenas de luta.

    E as cenas de luta eu não preciso argumentar muito: tudo é feito com um slow motion de péssima qualidade, sendo o mais genérico possível e não agradando em absolutamente nada. É difícil acreditar que George R.R. Martin que foi responsável por sucessos como Game Of Thrones, A Casa do Dragão e muitas outras histórias voltadas para a fantasia, tenha participado da criação desse roteiro.

    Avaliação final: desastre total. 

    Nas Terras Perdidas chega aos cinemas nessa quinta-feira (17), como dito acima. Confira o trailer:


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    Jornalista carioca formado pela Estácio. Possui experiência com redação jornalística, assessoria de imprensa, cobertura de eventos, revisão de texto e social media. É redador do Spun Orgânico desde junho de 2024 e escreve sobre entretenimento, famosos e moda. Contato: [email protected]

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