A primeira temporada de Demolidor: Renascido chegou ao fim no Disney+, e a Marvel Studios, sem dúvida, saiu de sua zona de conforto ao trazer, com esta série, uma trama mais adulta e brutal do que qualquer outra de suas produções — até mesmo os filmes.

    Demolidor: Renascido não tenta copiar o que foi feito na Netflix (o que seria um erro), mas também não esquece totalmente de onde veio. É um equilíbrio que, apesar de algumas derrapadas, funciona bem.

    O mais legal aqui é que a série não foca só nos superpoderes do Demolidor. O ponto forte está em como Matt continua tentando se entender, lidar com seus demônios internos e encontrar um propósito. Isso deixa tudo mais humano, mais próximo, mais interessante. Ele erra, sofre e, mesmo assim, segue lutando.

    Sim, a produção teve mudanças e refilmagens no meio do caminho — e dá pra perceber que o tom, às vezes, muda. Mas, no geral, a série consegue manter o ritmo. A dinâmica entre Matt e Wilson Fisk continua incrível. Os dois entregam tensão, profundidade e aqueles momentos que fazem você segurar a respiração.

    O ponto fraco? Os novos personagens secundários. Eles estão lá, tentam brilhar, mas não dá pra se apegar como a gente se apegava à Karen e Foggy. Faltou aquele carisma ou desenvolvimento que realmente fizesse a gente se importar.

    Visualmente, Demolidor: Renascido acerta em cheio. Mesmo com uma pegada sombria e realista, a série ainda tem toques modernos, mais coloridos, inspirados em fases recentes dos quadrinhos e até do MCU. E o uso dos poderes sensoriais do Matt continua muito criativo.

    Vincent D'Onofrio com Wilson Fisk em Demolidor: Renascido (Reprodução / Disney+)
    Vincent D’Onofrio com Wilson Fisk em Demolidor: Renascido (Reprodução / Disney+)

    E, por falar em realismo, a série discute de forma incrível diversas questões políticas e sociais que acontecem ao redor do mundo — desde como as minorias são tratadas até a crítica a políticos e policiais que se consideram acima de qualquer lei.

    A série também relembra que, por volta de 2022, nos Estados Unidos, diversos policiais e trumpistas passaram a usar o símbolo do Justiceiro, a icônica caveira. Assim como na série, essas pessoas achavam que o personagem os representava. Isso levou os criadores do herói a esclarecerem que o Justiceiro não os representa — e até a mudarem o símbolo.

    O último episódio pode ser considerado o melhor de toda a temporada — não apenas pela ação do Demolidor ao lado do Justiceiro, mas por deixar a empolgação no ar para o que está por vir na próxima temporada e pela expectativa de que mais heróis da Marvel possam aparecer.

    Além disso, a Marvel finalmente cruzou a linha que sempre teve medo de cruzar ao mostrar Wilson Fisk matando o comissário de polícia, esmagando sua cabeça. Uma cena impactante e sem cortes.

    No fim das contas, a série parece mais um recomeço do que uma continuação direta — e tudo bem. Ela entrega uma nova fase do Demolidor, sem desrespeitar o passado. É intensa, bem feita e com um elenco que entende quem seus personagens são.

    Demolidor: Renascido é, sim, uma das melhores coisas que a Marvel lançou no Disney+. Uma série que tem ação, drama e, acima de tudo, alma. Se você é fã do herói (ou só curte uma boa história de redenção), vale muito a pena conferir.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


    Deixe seu comentário

    Adoraríamos saber sua opinião!


    Descubra mais sobre Epipoca

    Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

    Compartilhe

    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

    (function ($) { 'use strict'; var selector = '.smart-head .search-icon'; var options = { items: { src: '.search-modal-wrap', type: 'inline' }, removalDelay: 400, focus: 'input', closeBtnInside: false, closeOnBgClick: false, mainClass: 'search-modal', midClick: true, fixedContentPos: true, autoFocusLast: false }; function mount() { var $target = $(selector); if (!$target.length || !$('.search-modal-wrap').length || !$.fn.magnificPopup) { return false; } $target.each(function () { var $item = $(this); if (!$item.data('magnificPopup') && !$item.data('epipocaSearchReady')) { $item.magnificPopup(options); } $item.data('epipocaSearchReady', true); }); return true; } function retry() { if (!mount()) { window.setTimeout(retry, 250); } } $(function () { retry(); $(document) .off('click.epipocaSearchFallback touchend.epipocaSearchFallback', selector) .on('click.epipocaSearchFallback touchend.epipocaSearchFallback', selector, function (event) { var $item = $(this); if ($item.data('magnificPopup') || $item.data('epipocaSearchReady')) { return; } event.preventDefault(); var attempts = 0; function openWhenReady() { attempts++; if (mount()) { $item.magnificPopup('open'); } else if (attempts < 40) { window.setTimeout(openWhenReady, 250); } } openWhenReady(); }); }); })(window.jQuery);
    ×

    URL Copiada com Sucesso

    Desenvolvido por Camillo Dantas