Também na mira das premiações, Conclave chega aos cinemas no dia 23 de janeiro. O filme estrelado por Ralph Fiennes que dá vida ao Cardeal Lawrence, além de atores de peso como Stanley Tucci como Cardeal Bellini John Lithgow como Cardeal Tremblay e Isabella Rossellini como Agnes. A produção também traz a brilhante direção de Edward Berger e é baseado no romance homônimo de Robert Harris.
A trama se desenrola após a morte inesperada do Papa, quando o Cardeal Lawrence é encarregado de conduzir o processo confidencial de eleição de um novo pontífice. Enquanto os cardeais mais influentes do mundo se reúnem no Vaticano, Lawrence descobre segredos e conspirações que ameaçam abalar os alicerces da Igreja Católica.

Ao longo da história, filmes envolvendo a igreja católica sempre deram o que falar e Conclave não seria diferente. Além de mostrar todas as questões políticas por trás da escolha do maior líder religioso, o roteiro traz a construção de um drama bem escrito, equilibrando as emoções dos personagens e de escândalos que podem ameaçar o Vaticano se descobertos pelo público.
Vale destacar a brilhante atuação de Ralph Fiennes que ora se mostra um cardeal acolhedor, que traz a bondade e a vontade de fazer justiça mediante aos escândalos e ora se mostra um homem vulnerável que deseja abandonar a igreja devido a sua falta de fé.

É interessante como filme cutuca, ainda de uma forma sutil, em temas proibidos pelo catolicismo, como a igualdade de gênero – e isso é visivelmente mostrado pela forma como as freiras são tratadas e deixadas em segundo plano, propositalmente, aceitação de pessoas LGBTQIAPN+ e como a escolha errada de um novo Papa pode colocar tudo a perder.
A tensão construída para o espectador é mais do que interessante, além o espectador não saber o que acontece fora do Vaticano, ao longo da narrativa nos deparamos com as consequências da realização de um conclave e como isso pode afetar no resto do mundo. Sempre há aquela pergunta ao longo de todo o filme: “Que consequência isso pode trazer?”
Outro ponto positivo, é a linguagem falada pelos personagens. Presentes no conclave estão cardeais do mundo inteiro e a leveza como Ralph Fiennes transita entre o inglês, o latim e o italiano é um dos pontos fortes da narrativa. O filme também apresenta personagens que falam em espanhol e a mudança de idiomas não soa nem um pouco abrupto ao espectador.
O final, gera uma repercussão e deixa um questionamento interessante: e se de fato isso acontecesse nos dias atuais? Até que ponto a igreja católica seria permissiva?
Conclave chega aos cinemas no dia 23 de janeiro.
Confira o trailer:
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