O Rei da Feira é a mais nova comédia estrelada por Leandro Hassum, em que o ator interpreta Monarca, o segurança de uma feira que consegue ver espíritos. Quando Bode (Pedro Wagner), um dos feirantes, é assassinado, Monarca se une ao espírito do defunto para encontrar o culpado pelo crime.

    Algo a se notar é que o filme já começa com uma estética policial: os personagens aparecem constantemente no centro das cenas, parecendo estar de frente para uma câmera, como se fossem fichados pela polícia. Além disso, com muitas cenas gravadas durante o dia e fora de um set, o filme garante cores vivas, que reforçam ainda mais a conexão com uma feira — um local normalmente colorido pela variedade de frutas e verduras.

    A ambientação na feira também traz muita brasilidade ao filme. É muito fácil se relacionar com várias situações que acontecem (se você já foi a uma feira) enquanto os personagens são apresentados — desde os tradicionais pastéis, à arrumação das barracas, até às pessoas conversando alto e tentando vender seus produtos.

    Leandro Hassum e o elenco de O Rei da Feira (Divulgação / Laura Campanella)
    Leandro Hassum e o elenco de O Rei da Feira (Divulgação/Laura Campanella)

    Leandro Hassum mantém a comédia em seu estilo típico, com piadas a todo momento, reações inesperadas e exageradas, além de improvisos. O filme também parece apostar em piadas mais simples em comparação a outras produções do ator.

    A obra se vale do nonsense — ou da falta de sentido — como nas aparições repentinas da delegada vivida por Renata Castro Barbosa. A produção também brinca com diversos clichês e estereótipos, com destaque para a personagem de Talita Younan, uma médica legista e influenciadora digital.

    Pedro Wagner e Leandro Hassum formam uma boa dupla em cena, e os dois realmente precisavam dessa sintonia por estarem juntos a maior parte do tempo. Eles acabam se tornando a tradicional dupla policial em que um não tem nada a ver com o outro, mas superam suas diferenças apor meio da amizade para resolver o caso.

    Leandro Hassum e Pedro Wagner em O Rei da Feira (Divulgação / Laura Campanella)
    Leandro Hassum e Pedro Wagner em O Rei da Feira (Divulgação/Laura Campanella)

    Bode representa o tradicional malandro que tem problema com todos, mas, no fim, é bastante querido — e a feira não seria tão especial sem ele. Além disso, próximo do final, é revelada uma história tocante da vida de Bode, que até justifica a forma como ele age e por que deve dinheiro a todos.

    Além da comédia, o filme apresenta alguns momentos comoventes, como a briga entre Monarca e Bode, o passado traumático do protagonista relacionado à sua mãe, e uma ponta de esperança para o menino de rua. Porém, essas questões são resolvidas de forma apressada ou bastante superficial.

    A comédia policial tem boas reviravoltas, mesmo que nada grandioso. Cada um dos vários personagens inicia uma mini-história diferente sobre como Bode foi assassinado. Diversas pistas do crime são deixadas ao longo do filme, mas é difícil saber quem é o verdadeiro culpado — e tudo faz sentido quando Monarca finalmente descobre a verdade.

    O Rei da Feira é eficaz em entregar uma comédia policial divertida, com várias referências à cultura brasileira. Se você curte uma comédia leve e o estilo de humor de Leandro Hassum, vale a pena conferir. O filme estreia nos cinemas no dia 4 de setembro.


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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