Como George Clooney enxerga que a indústria do cinema será afetada no pós-pandemia

(Reprodução)

Durante entrevista ao site Variety, o ator George Clooney declarou que acredita na sobrevivência da indústria cinematográfica após a pandemia do coronavírus (COVID-19).

O astro norte-americano insistiu para que a Netflix não fizesse uma grande campanha promovendo O Céu da Meia-Noite, seu novo filme, nos cinemas. O longa foi lançado apenas em algumas salas nos EUA e chegará ao catálogo do streaming em nesta quarta-feira (23).

“Eu fiz um filme que foi feito para ver nos cinemas. Mas a primeira coisa que disse para o pessoal da Netflix foi: ‘Não quero que ninguém saia por aí dizendo: ‘Fique em casa, as escolas estão fechadas e os restaurantes também, mas podem ir assistir ao meu filme mesmo assim”. Não há nenhuma realidade nisso. […] Se você não pode ir, não vá e ponto. Há muitos problemas maiores no mundo atualmente”.

O Céu da Meia-Noite acompanha a jornada e os desafios de Augustine (George Clooney), um cientista solitário no Ártico que tenta impedir que Sully (Felicity Jones) e sua equipe de astronautas retornem para a Terra após uma misteriosa catástrofe global.

Confira o trailer:

Clooney ainda tentou minimizar o impacto de decisões como a da Warner Bros., que decidiu que seus filmes de 2021 seriam lançados simultaneamente nos cinemas e no streaming HBO Max”.

“Sejamos bem claros: em 1950, as pessoas entraram em pânico, porque acharam que a televisão ia acabar com o cinema. Depois, foi o VHS. Depois, o DVD. A verdade é que, não importa o que aconteça, sempre haverá espaço para o cinema. As pessoas querem sair de casa. Eu não posso virar para a minha esposa todos os dias e dizer: ‘Vamos ficar aqui e ver TV hoje’”.

“O que eles fizeram foi prover milhares de novos trabalhos para atores, roteiristas, diretores e produtores que estão criando conteúdo muito interessante. O streaming deu a novos cineastas, pessoas jovens e membros de minorias, novas oportunidades de trabalho. Não há nada de ruim nisso”.

“A indústria do cinema vai continuar crescendo. Isso criou alguns hábitos de visualização diferentes? Um pouco. Mas você sabe que a indústria cinematográfica sobrevive a essas coisas; sempre sobrevive. E parte disso é porque precisamos de uma experiência coletiva e ir aos cinemas ainda é uma ótima noite de encontro. Jantar e cinema combinam demais. E as crianças ainda gostam de ficar no escuro com seus pais e amigos”.

Formado em Criação e Produção Audiovisual pelo CBM (Centro Universitário Barão de Mauá). Frequentador assíduo das salas de cinemas, é também colecionador há anos de filmes em DVD e Bluray. Atuou como produtor e editor do SBT e na redação de blogs e sites em geral. Atualmente, trabalha como redator do E-Pipoca.


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