São poucos os que conseguiram levantar o Mjölnir, o famoso martelo do Thor. Apesar de ser um item mágico, a ciência também já tentou explicar o motivo de nem todos conseguirem levantar a arma.

    Nos filmes do MCU, Odin fez com que Thor fosse indigno de levantar o Mjölnir e ainda acrescentou um encanto onde somente os dignos seriam capazes de levantar o martelo e consequentemente conseguirem os poderes do deus do trovão.

    Com isso, o próprio Thor teve que se esforçar para voltar a ser digno de usar seu martelo.

    Em Vingadores: Era de Ultron uma amigável competição entre os vingadores foi feita, com Steve Rogers conseguindo mover levemente o martelo, o que deixou Thor preocupado.

    No MCU, três personagens além de Thor levantaram o Mjölnir: Visão, Capitão América e mais recentemente Jane Foster.

    Em um 2018, em uma entrevista para o Bleeding Cool, o professor Jim Kakalios, da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Minnesota, tentou explicar de forma científica sobre como o Mjölnir “sabe” quem é digno de levantá-lo

    “Na cena em Vingadores: A Era de Ultron, Tony Stark especula que exista um biosensor no cabo do martelo que reconheça quando é o Thor que pega o Mjölnir. Ele está certo, de certo modo — mesmo que não sejam as impressões digitais de Thor que o martelo está lendo. Mais provavelmente ele está pegando um perfil biológico e psicológico complexo que calcula a ‘dignidade’ de quem quer que esteja tentando levantar o martelo”.

    Tony Stark (Robert Downey Jr.) em Vingadores: Era de Ultron (Reprodução / Marvel)
    Tony Stark (Robert Downey Jr.) em Vingadores: Era de Ultron (Reprodução / Marvel)

    Em seguida, Kakalios explicou sobre a avançada tecnologia asgardiana e as propriedades do fictício metal uru.

    “Quando Tony Stark tenta levantar o Mjolnir usando sua luva do Homem de Ferro, ele exerce uma grande força para cima, maior que seu peso, e ainda assim o martelo permanece em repouso. Então, de onde vem a força adicional para baixo? A propriedade única do metal uru é que, sob o estímulo adequado, ele pode emitir grandes quantidades de grávitons. Na Terra, essas partículas fundamentais não foram confirmadas experimentalmente, mas, conforme estipulado, os Asgardianos estão à nossa frente cientificamente. Os grávitons são conjecturados para transmitir a força gravitacional, e se um objeto emite grávitons adicionais, é equivalente a aumentar sua massa”.

    Então ele exemplificou que para o martelo não ser levantando, ele aumenta seu próprio peso.

    “Assim, quando uma pessoa ‘indigna’ aplica uma força para cima, o metal uru aumenta o peso do martelo para cancelar exatamente essa elevação, martelo permanece imóvel. Quando Tony e Rhodey simultaneamente exercem uma força ascendente maior, a taxa de emissão de grávitons aumenta, para neutralizar novamente seus esforços. O peso maior não danificará a mesa, pois apenas grávitons suficientes são emitidos para equilibrar todas as forças ascendentes, para manter o martelo estacionado. Uma vez que a força de elevação é interrompida, a emissão de grávitons em excesso também cessa”.

    Thor (Chris Hemsworth) e Visão (Paul Bettany) em Vingadores: Era de Ultron (Reprodução / Marvel)
    Thor (Chris Hemsworth) e Visão (Paul Bettany) em Vingadores: Era de Ultron (Reprodução / Marvel)

    O professor ainda explicou como o martelo funciona quando Thor o usa, o que deve valer para outras pessoas dignas também.

    “Quando Thor agarra a alça de Mjolnir, o ‘encantamento de reconhecimento de identidade’, se você quiser, faz com que a emissão de grávitons cesse, e o martelo retoma seu peso normal”.

    Os fãs podem ver Jane Foster como Poderosa Thor usando o Mjölnir para destruir inimigos em Thor: Amor e Trovão, que está em exibição no cinemas.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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