Quando se fala em Missão: Impossível, é quase automático pensar em Tom Cruise pendurado em aviões, saltando de prédios ou em perseguições alucinantes. Mas, segundo o diretor Christopher McQuarrie, o maior desafio que enfrentou na franquia não envolveu nenhuma dessas acrobacias.

    Tom Cruise como Ethan Hunt em Missão: Impossível - O Acerto Final (Reprodução / Paramount)
    Tom Cruise como Ethan Hunt em Missão: Impossível – O Acerto Final (Reprodução / Paramount)

    Em entrevista à revista Empire, Christopher McQuarrie revelou que “a coisa mais difícil” que já teve que fazer em toda a saga foi editar o primeiro ato de O Acerto Final. Isso mesmo, nada de aviões, submarinos ou explosões.

    O verdadeiro obstáculo foi estruturar e condensar uma enorme quantidade de informações em pouco tempo, sem perder o ritmo e o interesse do público.

    Foi mais difícil que a sequência aérea, mais difícil que a do submarino. Só a edição, a estrutura, a compressão e a preparação… tudo isso foi extremamente, extremamente difícil”.

    O filme anterior, Acerto de Contas, deixou várias pontas soltas que precisavam ser retomadas. Além disso, O Acerto Final tem um elenco extenso, misturando personagens antigos e novos, o que exigia uma introdução clara e eficiente para que o público pudesse acompanhar os acontecimentos seguintes.

    Tom Cruise como Ethan Hunt em Missão: Impossível - O Acerto Final (Reprodução / Paramount)
    Tom Cruise como Ethan Hunt em Missão: Impossível – O Acerto Final (Reprodução / Paramount)

    Com quase três horas de duração, cada minuto do filme precisava ser bem aproveitado. Um início arrastado poderia comprometer toda a narrativa. Houve tentativas de cortar trechos e simplificar a introdução, mas cada ajuste gerava impactos em outras partes do roteiro. McQuarrie foi direto ao falar sobre os desafios criativos da franquia:

    Nenhum filme de Missão: Impossível está livre de falhas ou complexidades. E isso acontece por causa da ambição por trás de cada produção. O que funciona, funciona por causa do que não funciona.”

    No fim das contas, editar um filme pode não parecer tão emocionante quanto saltar de um avião em movimento, mas foi esse trabalho minucioso que garantiu que a missão começasse com o pé direito e terminasse à altura da expectativa.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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