Após anos de espera, A Casa do Dragão estreou na HBO e o seu primeiro episódio mostrou que a produção vai seguir o tom violento e polêmico de Game of Thrones, a série que lhe deu origem.

    Cuidado! Spoilers de A Casa do Dragão à frente

    Cena de A Casa do Dragão
    Cena de A Casa do Dragão (Reprodução / HBO Max)

    O primeiro episódio revela a rotina da Casa Targaryen, seu Rei Viserys Targaryen I (Paddy Considine) e a sua Rainha Aemma (Sia Brooke), que está gravida, esperando o possível primeiro filho homem do casal.

    No decorrer do capitulo, no entanto, a Rainha se prepara para dar à luz, mas o Rei é logo informado que o parto do seu filho não está ocorrendo como esperado e que, por isso, o seu herdeiro e Rainha correm risco de vida.

    O Rei, então, precisa escolher entre a sua mulher e o seu filho, que poderia morrer se o parto demorasse. O monarca, então, escolhe salvar o seu herdeiro e a Rainha é a amarrada na cama, para que os parteiros pudessem fazer uma cesárea medieval.

    Rainha Aemma (Sia Brooke) em A Casa do Dragão
    Rainha Aemma (Sia Brooke) em A Casa do Dragão (Reprodução / HBO Max)

    Sem anestesia, os médicos cortam o corpo da Rainha que grita de dor, enquanto o seu marido tenta explicar que estava salvando a vida do bebê. Aemma não sobrevive ao parto e o seu bebe, batizado Baelon, morre poucas horas depois.

    Nas redes sociais, a brutalidade do parto acabou lembrando as cenas do episódio As Chuvas de Castamere, de Game of Thrones.

    As Chuvas de Castamere é nono episódio da terceira temporada de Game of Thrones e chocou o público ao promover um assassinato inesperado e brutal, na família Stark, que foi pega em uma emboscada.

    Catelyn Stark (Michelle Fairley) e Walder Rivers (Tim Plester) em Game of Thrones.
    Catelyn Stark (Michelle Fairley) e Walder Rivers (Tim Plester) em Game of Thrones (Divulgação / HBO)

    No capítulo, Robb foi esfaqueado na frente da sua mãe, Catelyn Stark, que teve sua garganta cortada logo em seguida.

    O diretor do primeiro episódio de A Casa do Dragão comentou sobre a polêmica cena. Para o The Hollywood Reporter, Miguel Sapochnik afirmou que era interessante explorar como partos realmente aconteciam na era medieval.

    “Achamos que era uma forma interessante de explorar o fato de que, para uma mulher, em tempos medievais, um parto era violento. Era o mais perigoso possível.”

    O cineasta ainda comentou que as mulheres tinham “apenas 50% de chance de sobreviver” e que o pai sempre escolheria o seu filho, uma vez que a “cesárea era sinônimo de morte.”

    “Você tinha apenas 50% de chance de sobreviver. Muitas mulheres morriam. Se tivesse de escolher, um pai optaria pelo filho, porque uma cesárea era sinônimo de morte. Era um momento muito violento da vida”, o cineasta completou.

    Os novos episódios de A Casa do Dragão serão liberados na HBO e no HBO Max todos os domingos.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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