No sábado (03), em uma entrevista no Palco Bentô na CCXP22, os dubladores de One Piece Fim: Red abriram o jogo e revelaram que sentem que a dublagem no Brasil ainda é criminalizada.

    No palco estavam presentes Carol Valença (Luffy), Bianca Alencar (Uta), Silvio Giraldi (Shanks), Tati Keplmair (Nami), Wendel Bezerra (Sanji), Glauco Marques (Zoro) e Adrian Tatini (Usopp).

    “A dublagem era muito criminalizada no Brasil por ser chamado de país de analfabetos. E aí as pessoas tinham vergonha de dizer que preferiam um filme dublado por que eram tachados de analfabetos. ‘Você tá com preguiça de ler legenda’. E na verdade, a gente tinha uma frase num dos movimentos de promoção da dublagem que é: ‘Livro a gente lê, filme a gente assiste’. E acho isso muito verdade”, disse Silvio Giraldi.

    Ele tocou no assunto dublagem versus legenda, e apontou que a cultura da dublagem no Brasil só está mudando por conta da participação dos fãs.

    Dubladores de One Piece Film: Red na CCXP22
    Dubladores de One Piece Film: Red na CCXP22

    Neste momento, Giraldi recebeu aplausos do público. E continuou sobre o quanto assistir a um filme sem legenda é importante para o espectador perceber tudo o que o diretor quer mostrar.

    “A condução do olhar do espectador é pensada pelo diretor do filme, ela só é realizada quando você tem o filme no teu idioma. Você só vai conduzir o seu olha para onde o diretor quer quando você assiste esse filme no seu idioma. Por que você só vai perceber uma mancha amarela atrapalhando ali, por mais que seja a legenda que te passe o recado, não é a mesma imersão”.

    Tecnologia como aliada

    Em seu discurso, ele explicou o quanto a tecnologia tem ajudado a melhorar o trabalho de dublagem constantemente. E fez um apelo para que as pessoas assistam mais coisas dubladas.

    “Nosso trabalho aqui, a dublagem, a cada dia tem melhorado ela tem refinado. Nosso filmes antigos vemos hoje com outro olhar. Há tanta precisão tecnológica para fazer um bom trabalho, que hoje a gente assiste um filme antigo e vê problemas que não via, de tanto refinamento que tem hoje”.

    “Então, esse movimento do crescimento da dublagem como cultura, fosse a dublagem como uma opção para analfabetos, seria a primeira opção na Itália, na França, na Alemanha, nos Estados Unidos, países de primeiro mundo. Então eu gostaria que essa cultura estivesse aqui, que a gente também optasse por ver as coisas no nosso idioma e ver o que o diretor daquela pensou para nós”.

    Os fãs compartilharam todo seu amor pelos dubladores. Adrian Tatini, Carol Valença, Bianca Alencar e Tati Keplmair compartilharam o quão emocionados ficaram ao assistir ao filme. Inclusive com Valença revelou que caiu no choro junto com o pai na penúltima música.

    Wendel Bezerra abordou outros pontos: o esforço dos dubladores brasileiros para entregarem um bom trabalho, e o quanto a pirataria prejudica a chegada de mais animes nos cinemas nacionais.

    Episódios e filmes dublados de One Piece estão disponíveis na Netflix.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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