Biógrafa de Coronel Tom Parker dá descrição perfeita para filme de Elvis

A ordem dos acontecimentos históricos não foi tratada com muito cuidado, por assim dizer.

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O filme do Elvis pode estar sendo amado pelos espectadores e pela crítica, mas aparentemente não será lembrado por sua fidelidade histórica.

Alanna Nash é autora do livro The Colonel: The Extraordinary Story of Colonel Tom Parker and Elvis Presley, que conta a vida e carreira do homem que agenciou e foi um dos grandes responsáveis pelo sucesso do Rei do Rock. Em entrevista concedida à Variety, a autora discutiu a maneira como o Coronel foi retratado no filme, bem como a forma como a história do astro foi tratada.

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Para Alanna, a melhor forma de descrever Elvis seria como “um sonho febril de Baz Luhrmann”, porque de acordo com ela, o diretor do filme não se apegou nem um pouquinho à ordem real em que as coisas aconteceram, o que transformou o longa em uma “salada histórica”:

“A linha do tempo… Bem, que linha do tempo? Isso tudo é um sonho febril do Baz Luhrmann. O passado, o presente e o futuro estão todos misturados como se fossem um milkshake dos anos 1950 e servido com mil canudinhos diferentes!”

Autora afirma que filme foi alterado para aparentar “desconstrução”

Tom Hanks é Coronel Tom Parker e Austin Butler é Elvis Presley em Elvis (Reprodução)
Tom Hanks é Coronel Tom Parker e Austin Butler é Elvis Presley em Elvis (Reprodução)

Alanna também criticou algumas escolhas feitas pelo diretor, que na opinião dela pareciam ter sido feitas apenas para dar a impressão de um filme “desconstruído”.

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Além disso, ela afirmou que houve um exagero na personalidade do Coronel para transformá-lo mais facilmente no vilão da história, o que a desagradou bastante como uma expert na história do empresário.

Segundo a autora, retratar Tom Parker da maneira que eles fizeram, quase como “um vilão malvado que ri e torce os bigodes”, acaba por desvalorizar muito do que ele contribuiu para a carreira de Elvis. Muitas das conquistas de Presley teriam sido alcançadas graças aos méritos de Parker, disse ela:

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“Além das dores tremendas que o Baz teve para fazer com que essa história parecesse ‘desconstruída’, as liberdades criativas são essencialmente justas, menos com Parker. Ao fazer ele como esse antagonista tão grande, eles roubaram dele muitas conquistas que ele teve com esse cliente.

Elvis entra em cartaz nos cinemas do Brasil a partir do dia 14 de julho.

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