Atriz de novo Jovens Bruxas revela que não conseguia ver filme original por um motivo

Tabby (Lovie Simone), Frankie (Gideon Adlon), Lily (Caille Spaeny) e Lourdes (Zoey Luna), em Jovens Bruxas: Nova Irmandade
Tabby (Lovie Simone), Frankie (Gideon Adlon), Lily (Caille Spaeny) e Lourdes (Zoey Luna), em Jovens Bruxas: Nova Irmandade (Divulgação)

Zoey Luna é uma das atrizes que compõem Jovens Bruxas: Nova Irmandade, uma espécie de nova versão/ continuação de Jovens Bruxas, sucesso de 1996, e falou em entrevista que demorou muito tempo a ver o filme original, porque algo sempre a incomodava.

“Eu tentei assistir quando tinha 15 anos, só por capricho, e não consegui passar dos primeiros 15 minutos porque estava muito incomodada com a peruca de Robin Tunney”, disse Luna durante uma para o site IndieWire.

“Então, esperei fazer o teste para Lourdes, depois me sentei, assisti e me apaixonei por ele”, revelou a morena, que assim como sua personagem no novo filme, é trans.

Jovens Bruxas
Sarah (Robin Tunney), Rochelle (Rachel True), Nancy (Fairuza Balk), e Bonnie (Neve Campbell) em Jovens Bruxas (Divulgação)

A atriz acredita que a forma como isso foi tratado no filme sem ser colocado como uma questão é a ideal, e ela deve isso a escritora Zoe Lister-Jones, que trabalhou junto com o GLAAD, instituição americana que luta contra a difamação de pessoas LGBTQIA+.

“Zoe Lister-Jones estava disposta e capaz de ouvir qualquer coisa que eu tivesse a dizer. E acho que ela própria estava muito consciente. Quer dizer, ela trabalhou muito com o GLAAD. E então ela foi incrível em se educar. Então, eu realmente não precisei me aprofundar muito na minha experiência para ajudá-la a entender mais sobre a experiência trans”, disse sobre ajudar compor a história de Lourdes.

Cena de Jovens Bruxas: Nova Irmandade (Reprodução)

Luna acredita que todos os autores deveriam se educar e fazer a mesmo que Jones: “Acho que isso tem muito respeito. E eu acho que os outros diretores apenas precisam estar abertos para a compreensão das pessoas trans, delas mesmas e das pessoas que trabalham e se especializam na criação de inclusão em todas as plataformas de mídia”. No filme, o público só fica sabe que a personagem é trans quando ela tenta ajudar uma amiga que tinha acabado de ficar menstruada e diz que jamais saberá o que é passar por esse tipo de coisa.

Comunicólogo balzaquiano, paulistano, e com experiência vasta nesse mundo virtual. Adorador de séries, filmes, quadrinhos, e tudo o que envolve a cultura pop.

Paulo Afonso

Comunicólogo balzaquiano, paulistano, e com experiência vasta nesse mundo virtual. Adorador de séries, filmes, quadrinhos, e tudo o que envolve a cultura pop.


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