Charithra Chandran, de Bridgerton, revelou que entrar para Hollywood a ajudou a lidar melhor com seu preconceito contra a cor da própria pele.

    A atriz de 25 anos interpreta Edwina Sharma na segunda temporada da série da Netflix, e em entrevista para a Variety, ela admitiu que sofreu muito para se aceitar.

    Segundo Charithra, ela sempre achou que o seu tom de pele era escuro demais e tomava o maior cuidado para não pegar sol e escurecer mais:

    “Me mudar para Los Angeles foi um momento muito profundo para mim, porque eu passei a vida toda evitando o sol. Eu sempre saía com um chapéu ou toda coberta para que eu não ficasse mais bronzeada.”

    “Essa foi a primeira vez na vida em que eu saí na rua e pensei: ‘Eu posso sentir isso. Eu posso me bronzear’. E eu me sinto linda”, disse.

    Representatividade em Bridgerton

    Shelley Conn como Mary Sharma, Charithra Chandran como Edwina Sharma, Simone Ashley como Kate Sharma em Bridgerton
    Shelley Conn como Mary Sharma, Charithra Chandran como Edwina Sharma, Simone Ashley como Kate Sharma em Bridgerton (Liam Daniel/ Netflix) © 2022

    Bridgerton tem sido muito aplaudida por ter levado representação para as telinhas mesmo contra a discutida ‘exatidão histórica’, ainda mais depois que escalou Charithra e Simone Ashley, que interpreta sua irmã, Kate.

    Charithra disse que se sente muito feliz de poder representar as mulheres como ela na televisão, para que elas se sintam menos sozinhas e mais visíveis. E, para que elas se sentissem melhor, ela admitiu que ela ainda precisa lidar com isso todos os dias:

    “Nós estamos nessa posição, e talvez as pessoas se inspirem na gente, eu não sei. Mas eu estou nessa jornada com todas essas mulheres jovens, isso é uma luta diária para mim. Eu espero que não seja para elas, mas eu só posso imaginar que seja.”

    Irmas Sharma e Anthony em poster de Bridgerton Divulgacao
    Irmãs Sharma e Anthony em pôster de Bridgerton (Divulgação)

    Criadora do show queria representar mulheres do sul da Ásia

    Shonda Rhimes foi muito questionada ao levar a família Sharma para a série, porque algumas pessoas alegavam que não existiam pessoas de origem sul-asiática na corte da época.

    Shonda explicou que não se importava tanto com a completa verossimilhança quanto com a representatividade de mulheres que são pouco vistas na mídia. Para ela, colocar atrizes que ampliassem a diversidade na tevê era muito mais importante:

    “A decisão de tornar a família Sharma de origem sul-asiática foi muito simples. Eu queria fazer um mundo o mais tridimensional possível, refletindo também na representação. Não vemos mulheres sul-asiáticas negras representadas na tela de forma autêntica o suficiente. Achei que havia chegado a hora de garantir essa representatividade o máximo possível.”

    As duas primeiras temporadas de Bridgerton estão disponíveis na íntegra na Netflix.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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