Cena do filme Alien (Reprodução / 20th Century Studios)
    Cena do filme Alien (Reprodução / 20th Century Studios)

    Já se passaram 42 anos desde que Alien foi lançado, mas ele ainda continua sendo a obra-prima do horror que sempre foi, caracterizando-se como uma joia atemporal pelos seguintes motivos.

    A caracterização simples da tripulação

    Na maioria dos filmes de ficção científica que são ambientados no espaço, os personagens são grandes gênios porque precisam ser inteligentes o suficiente para entenderem dos cálculos necessários e de todas as máquinas que possibilitam o sucesso das operações.

    Mas o que Alien faz é justamente o contrário, e seus personagens não são cientistas absurdamente inteligentes ou astronautas habilmente treinados para algum tipo de missão para salvar o mundo.

    O fato de eles estarem muito mais próximos de pessoas comuns é justamente o que gera identificação nos fãs.

    O sinistro, mas poderoso significado metafórico da história

    Embora boa parte da premissa de Alien seja baseada no medo que a humanidade tem do outro, algumas especificidades da história tocam em um medo universal diferente: a violência sexual.

    A forma fálica do bebê xenomorfo e as imagens horripilante do parto podem ser considerados como uma metáfora bem extravagante para isso.

    Cena de Alien (Reprodução)
    Cena de Alien (Reprodução)

    O elenco de gênero neutro

    De acordo com o documentário The Beast Within: The Making of Alien, o roteiro incluiu uma observação interessante para a equipe de elenco: “A equipe é unissex e todas as partes são intercambiáveis ​​para homens ou mulheres”.

    Indo na contramão do que estava acontecendo na época (e ainda hoje), enquanto os filmes vendiam papeis de gênero estereotipados, Alien fez questão de criar papéis complexos e arredondados tanto para homens quanto para mulheres, tratando de focar menos em seu gênero e mais em sua personalidade.

    Cena de Alien (Reprodução)
    Cena de Alien (Reprodução)

    A reviravolta envolvendo Ash

    Ao mesmo tempo em que se define como um terror do subgênero de sci-fi horror, o filme apresenta muitos traços de ficção científica que são bem instigantes para quem assiste.

    A reviravolta na história envolvendo Ash é um exemplo brilhante, lidando com o medo da inteligência artificial.

    Ripley descobre no computador mãe que Ash é um A.I. que foi encarregado de trazer o xenomorfo de volta à Terra, mesmo que isso signifique permitir que o resto da tripulação morra. O fator de choque dessa reviravolta ainda se mantém até hoje.

    Desempenho primoroso de Sigourney Weaver como uma heroína feminina de ação

    Enquanto o xenomorfo é a atração principal de Alien, o que realmente dá sustentação à trama é a atuação de Sigourney Weaver como Ellen Ripley.

    O público não torce cegamente por ela porque ela é a protagonista; todos torcem por ela porque a atriz é quem os faz querer torcer por ela.

    Antes de Alien, Hollywood não acreditava que mulheres pudessem ser grandes heroínas viáveis em filmes de ação, mas, ao longo de todo o filme, a atriz prova que é possível seguir uma jornada de uma mulher que vai de comum a durona quando é necessário.

    Autor

    • Gustavo Alexandreli

      Gustavo Alexandreli é jornalista formado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Possui experiência com redação jornalística, com foco em SEO, cobertura de eventos e revisão de textos. Atuo nos nichos de Entretenimento, Cinema, Filmes, Séries & TV. Redator na Spun Mídia desde 2025. Contato: [email protected]


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