O filme Ainda Estou Aqui, estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello, com participação de Fernanda Montenegro, é o candidato brasileiro ao Oscar deste ano. Com estreia em 07 de novembro, a produção rapidamente liderou as bilheterias do Brasil, arrecadando mais de R$ 1 milhão, segundo a ABRAPLEX.
O público na estreia foi de quase 50 mil pessoas, desbancando grandes nomes internacionais, como Venom 3: A Última Rodada, segundo colocado na bilheteria, que levou 35 mil pessoas às salas.
“É muito gratificante ver um filme nacional performando tão bem, com uma campanha de divulgação elaborada e potencial de adesão de público. Temos plena convicção de que o sucesso do filme brasileiro é fundamental para o desenvolvimento e a sustentabilidade do parque exibidor. Para dezembro temos, ainda, prevista a estreia de O Auto da Compadecida 2, que promete um desempenho excepcional, e esperamos que em 2025 o filme brasileiro volte a superar os 15% de market share”, diz Marcos Barros, presidente da ABRAPLEX.
O executivo complementa que apesar de 2024 ter começado de maneira positiva, afinal no primeiro trimestre os longas nacionais arrecadaram mais de R$ 6 milhões de bilheteria, dobrando em apenas 3 meses o total registrado em 2023, o desempenho nos demais meses evidenciam uma questão há tempos debatida pelos profissionais da exibição: a necessidade de uma política de fomento adequada, que privilegie também o sucesso comercial dos conteúdos produzidos por meio de Leis de Incentivo, e não somente a quantidade de títulos, sem nenhum comprometimento com o retorno do patrimônio público investido.
“Em 2023, 13% de todas as sessões exibidas nos cinemas do Brasil foram de filmes nacionais. Porém, infelizmente, o market share ficou perto de 3%. Ou seja, os cinemas têm oferecido uma boa cobertura de salas, oferta adequada de sessões para os filmes nacionais, além de promoções para incentivar o público a comparecer aos multiplex. Algumas redes, inclusive, realizam ações focadas na venda de ingressos para os filmes brasileiros. Mas é preciso que essa iniciativa seja conjunta, com longas com mais apelo comercial e maior aderência ao perfil do consumidor”, finaliza Barros.
Nos anos 70, durante a ditadura no Rio de Janeiro, o ex-deputado Rubens Paiva foi levado de casa por militares para interrogatório e desapareceu. Sua família passou 30 anos em busca de respostas, mas quando começam a surgir, Eunice Paiva, sua esposa, apresenta os primeiros sintomas de Alzheimer.
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