A Disney e a Lucasfilm resolveram o processo movido por Gina Carano, ex-intérprete de Cara Dune em The Mandalorian, que acusava os estúdios de discriminação e rescisão injusta. De acordo com o The Hollywood Reporter, em comunicado, um porta-voz da Lucasfilm afirmou:
“Com este processo concluído, esperamos identificar oportunidades de trabalhar em conjunto com a Sra. Carano em um futuro próximo. Chegamos a um acordo com Gina Carano para resolver os problemas em seu processo pendente contra as empresas. A Sra. Carano sempre foi muito respeitada por seus diretores, colegas de elenco e equipe, e trabalhou duro para aperfeiçoar seu ofício enquanto tratava seus colegas com gentileza e respeito“.
Carano também comentou a resolução, chamando o acordo de “o melhor resultado para todas as partes” e reforçando que seus “desejos permanecem nas artes”. Os termos do acordo, anunciado na última quinta-feira (7), não foram divulgados.
O processo e o apoio de Elon Musk

O caso foi aberto em 2024, quando Carano alegou ter sido demitida por expressar opiniões políticas de direita nas redes sociais. Ela buscava, inclusive, uma ordem judicial que obrigasse a Lucasfilm a recontratá-la.
O processo teve parte de seus custos financiados por Elon Musk, que havia prometido ajudar financeiramente usuários do X (antigo Twitter) que afirmassem ter sido discriminados por sua atividade na plataforma.
“Quero estender minha mais profunda gratidão a Elon Musk, um homem que nunca conheci, que fez esse ato do Bom Samaritano por mim”, declarou Carano.
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A demissão e as polêmicas

Ao se tornar uma das personagens de maior destaque da primeira temporada de The Mandalorian, a Gina Carano foi dispensada da série em 2021, após uma série de postagens polêmicas, incluindo uma comparação entre o clima político atual e o tratamento dado aos judeus na Alemanha nazista. A publicação gerou grande repercussão negativa nas redes sociais.
Carano também já havia criticado medidas como o uso obrigatório de máscaras durante a pandemia de COVID-19 e levantado alegações não comprovadas de fraude eleitoral nas eleições de 2020 nos EUA. Segundo a denúncia, enquanto Carano teria sido punida por suas opiniões, outros colegas, como Pedro Pascal, teriam feito publicações ofensivas contra republicanos sem sofrer consequências.
O processo chegou a ter como possíveis testemunhas nomes como Pedro Pascal, Jon Favreau, Bear Grylls, Kathleen Kennedy e Lynne Hale. No entanto, com o acordo firmado, o caso foi encerrado, abrindo possibilidade para uma eventual reaproximação entre Carano e a Lucasfilm.
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