O filme A Múmia, de 1999, contém várias adaptações da história, cultura e mitologia egípcias, de modo que realidade e ficção se misturam na tela de maneira quase inseparável.

    Mas é o retrato de um personagem conhecido como Seti I, o faraó cujo assassinato põe os acontecimentos do filme em movimento, que mais deixa os fãs intrigados. Ele era uma pessoa real?

    O que acontece é que, antes de situar a trama na década de 1920, o filme começa em 1290 a.C., na época do próspero reinado do faraó Seti I, que descobre o caso entre seu sumo sacerdote Imhotep e a amante do faraó, Anck-su-Namun.

    Por isso, Imhotep assassina o faraó brutalmente antes que seus guarda-costas pudessem fazer alguma coisa.

    Assim, da mesma forma que Imhotep é vagamente baseado em uma figura história de mesmo nome, Seti também é uma versão ficcional de um faraó da vida real também conhecido como Seti.

    No filme, Evelyn, que é uma bibliotecária fascinada com o antigo Egito, comenta que Seti era o segundo faraó da 19ª Dinastia e ainda era o faraó mais rico de todos – algo que fica perfeitamente claro pela quantidade de joias luxuosas, pelos palácios dourados e pela arquitetura extravagante mostrada logo na abertura do filme.

    Então, respondendo à pergunta inicial, o verdadeiro faraó Seti I pertenceu de fato à 19ª dinastia e teve um papel muito importante para a riqueza e prosperidade do Egito.

    Rachel Weisz como Evelyn Charnahan em A Múmia (Reprodução)
    Rachel Weisz como Evelyn Charnahan em A Múmia (Reprodução)

    Ele continuou o trabalho de seu pai no salão hipostilo de Karnak – um dos feitos arquitetônicos mais marcantes do Egito Antigo – e construiu o templo memorial em Abidos.

    Obviamente, o filme tomou a liberdade de fazer alterações importantes em toda essa história para torná-la cinematograficamente mais viável e atraente ao público.

    Como as mudanças tornaram Seti mais interessante em A Múmia?

    A primeira e talvez mais importante diferença entre o Seti ficcional e o histórico é sua relação com Imhotep, pois enquanto ele é o sacerdote do faraó no filme, o Imhotep da vida real morreu quase 1300 anos antes de Seti assumir o trono do Egito.

    Na realidade, Imhotep era o ministro-chefe do faraó Djoser, cujo reinado aconteceu na terceira dinastia do Egito, mais de mil anos antes de Seti nascer.

    Além disso, embora se saiba muito pouco sobre a morte do faraó, ele não foi assassinado, mas acredita-se que tenha morrido por alguma forma de doença cardíaca.

    A Múmia está disponível na Netflix.


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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